“ProvidĂȘncia pessoal” – Friedrich NIETZSCHE

ProvidĂȘncia pessoal. — Existe, na vida, um certo ponto alto: ao atingi-lo corremos novamente, com toda a nossa liberdade, e por mais que tenhamos negado ao belo caos da existĂȘncia toda razĂŁo boa e solĂ­cita, o grande perigo da servidĂŁo espiritual, e temos ainda a nossa mais dura prova a prestar. Pois Ă© entĂŁo que… Continue lendo “ProvidĂȘncia pessoal” – Friedrich NIETZSCHE

“O que Ă© Romantismo?” – Friedrich NIETZSCHE

370. O que Ă© romantismo? — Talvez seja lembrado, ao menos entre meus amigos, que de inĂ­cio me lancei sobre esse mundo moderno com alguns grossos erros e superestimaçÔes, e em todo caso com esperanças. Eu compreendi — quem sabe a partir de que vivĂȘncias pessoais? — o pessimismo filosĂłfico do sĂ©culo XIX como sintoma… Continue lendo “O que Ă© Romantismo?” – Friedrich NIETZSCHE

NIETZSCHE: ReflexĂ”es sobre Estilo na Gaia CiĂȘncia

101. Voltaire. — Em todo lugar onde houve uma corte, ela estabeleceu a norma do bem falar e, com isso, tambĂ©m a norma do estilo para todos os que escreviam. A linguagem da corte, porĂ©m, Ă© a linguagem do cortesĂŁo, que nĂŁo tem profissĂŁo e que, mesmo em conversas sobre temas cientĂ­ficos, nĂŁo se permite… Continue lendo NIETZSCHE: ReflexĂ”es sobre Estilo na Gaia CiĂȘncia

“Beatitude e sofrimento” – ClĂ©ment ROSSET

Tomo emprestado ao comunicado de Henri Birault, no colĂłquio Royaumont sobre Nietzsche, em 1964, o termo “beatitude”, para definir o tema central da filosofia nietzschiana. Provavelmente, do mesmo modo, outros termos conviriam: alegria de viver, gĂĄudio, jĂșbilo, prazer de existir, adesĂŁo Ă  realidade, e ainda muitos outros. Pouco importa a palavra, aqui Ă© a ideia… Continue lendo “Beatitude e sofrimento” – ClĂ©ment ROSSET

“O pensamento da morte” (Nietzsche)

EM MIM me produz uma melancĂłlica felicidade viver nessa profusĂŁo de vielas, de necessidades, de vozes: quanta fruição, quanta impaciĂȘncia e cobiça, quanta sede e embriaguez de vida nĂŁo se manifestam aĂ­ a cada instante! Mas logo haverĂĄ tanto silĂȘncio para todos esses viventes ruidosos e sequiosos de vida! Como atrĂĄs de cada um estĂĄ… Continue lendo “O pensamento da morte” (Nietzsche)

“É preciso aprender a amar” (Nietzsche)

EIS O QUE SUCEDE conosco na mĂșsica: primeiro temos que aprender a ouvir uma figura, uma melodia, a detectĂĄ-la, distingui-la, isolando-a e demarcando-a como uma vida em si; entĂŁo Ă© necessĂĄrio empenho e boa vontade para suportĂĄ-la, nĂŁo obstante sua estranheza, usar de paciĂȘncia com seu olhar e sua expressĂŁo, de brandura c om o que nela Ă©… Continue lendo “É preciso aprender a amar” (Nietzsche)

“O que significa conhecer” (Nietzsche)

Non ridere, non lugere, neque detestari, sed intelligere! [NĂŁo rir, nĂŁo lamentar nem detestar, mas compreender!] disse Spinoza, da maneira simples e sublime que Ă© sua. No entanto, que Ă© intelligere, em Ășltima instĂąncia, senĂŁo a forma na qual justamente aquelas trĂȘs coisas tornam-se de uma vez sensĂ­veis para nĂłs? Um resultado dos diferentes e contraditĂłrios… Continue lendo “O que significa conhecer” (Nietzsche)

“A alegria musical” (ClĂ©ment Rosset)

Levando em conta o papel central que tem a jubilação e a experiĂȘncia musical, aquela, em Nietzsche, sempre ligada a esta, a credibilidade do pensamento nietzscheano aparece como tributĂĄria da credibilidade de uma concepção da mĂșsica, cujo esboço, em certo sentido, jĂĄ definitivo, O nascimento da tragĂ©dia apresenta. Esta concepção se pode ser resumida em… Continue lendo “A alegria musical” (ClĂ©ment Rosset)

Resenha de “Schopenhauer, niilismo e redenção”, de Eli Vagner Francisco Rodrigues – ClĂĄudia Franco Souza

VOLUNTAS - Estudos sobre Schopenhauer, vol. no. 1, 2017 Livro: RODRIGUES, Eli Vagner Francisco. Schopenhauer, niilismo e redenção. Campinas: Editora Phi, 2017. 143 p. Resenha: ClĂĄudia Franco Souza, pĂłs-doutoranda em Filosofia pela Universidade de SĂŁo Paulo (USP), bolsista FAPESP. A partir do sĂ©culo XIX o niilismo se torna um tema central da histo ria da… Continue lendo Resenha de “Schopenhauer, niilismo e redenção”, de Eli Vagner Francisco Rodrigues – ClĂĄudia Franco Souza

Nietzsche sobre Schopenhauer, MainlÀnder e o Pessimismus alemão

Schopenhauer foi, como filĂłsofo, o primeiro ateĂ­sta confesso e inabalĂĄvel que nĂłs, alemĂŁes, tivemos: esse era o pano de fundo de sua hostilidade a Hegel. A profanidade da existĂȘncia era para ele algo dado, tangĂ­vel, indiscutĂ­vel; ele perdia a sua compostura de filĂłsofo e se encolerizava toda vez que alguĂ©m mostrava hesitação e fazia rodeios… Continue lendo Nietzsche sobre Schopenhauer, MainlĂ€nder e o Pessimismus alemĂŁo