“A inobservĂąncia do real” – ClĂ©ment ROSSET

Numa cena de um filme de Buster Keaton, As trĂȘs idades, vĂȘ-se um personagem singular, meio astrĂłlogo meio meteorologista, mergulhado em cĂĄlculos complicados destinados a determinar o tempo que faz do lado de fora. Havendo-se decidido por um “bom fixo”, grava a informação numa tabuleta — presume-se que a cena tem por cenĂĄrio a Roma… Continue lendo “A inobservĂąncia do real” – ClĂ©ment ROSSET

Sobre duplos, (des)ilusĂ”es e a “idiotia do real”: ClĂ©ment Rosset

Nada mais frĂĄgil do que a faculdade humana de admitir a realidade, de aceitar sem reservas a imperiosa prerrogativa do real. Esta faculdade falha tĂŁo frequentemente que parece razoĂĄvel imaginar que ela nĂŁo implica o reconhecimento de um direito imprescritĂ­vel -- o do real a ser percebido --, mas representa antes uma espĂ©cie de tolerĂąncia,… Continue lendo Sobre duplos, (des)ilusĂ”es e a “idiotia do real”: ClĂ©ment Rosset