“A modernidade: uma nova (era) cultura axial?” – Wolfgang SCHLUCHTER

Política & Sociedade - Revista de Sociologia Política, UFSC, v. 16 n. 36 (2017) Resumo: A proposição de uma era axial, durando aproximadamente entre 800 e 200 a.C. e ocorrendo nas principais civilizações do mundo antigo (China, Índia e Oriente Próximo), independentes umas das outras, foi primeiramente introduzida por Alfred Weber e Karl Jaspers.  Posteriormente ela foi desenvolvida… Continue lendo “A modernidade: uma nova (era) cultura axial?” – Wolfgang SCHLUCHTER

“Salina” – The Book of Knots 🎼

A música perfeita para um naufrágio; o naufrágio como tema por excelência desta canção do (já extinto) grupo norte-americano de rock experimental The Book of Knots [O Livro de Nós]. Para acompanhá-la visualmente, uma colagem de naufrágios cinematográficos, com inspiração na teoria de Hans Blumenberg do Naufrágio com espectador como metáfora de um paradigma da… Continue lendo “Salina” – The Book of Knots 🎼

“Hans Blumenberg’s The Legitimacy of the Modern Age” – Robert M. WALLACE

Hans Blumenberg's The Legitimacy of the Modern Age is a book that rethinks both the substance and the process of Western intellectual history in a remarkably thorough and original way, shedding light on some of the most difficult questions of our time. Die Legitimität der Neuzeil was published in 1966, the first major work of… Continue lendo “Hans Blumenberg’s The Legitimacy of the Modern Age” – Robert M. WALLACE

“Restos: Camus, Arendt, Teoria Crítica, Rawls” – Susan NEIMAN

Em um tributo ao rei Afonso, Hans Blumenberg escreveu que a era moderna começou com um ato de teodicéia (Blumenberg 2, 307). Será que ela termina com a percepção de que qualquer ato desse tipo é inútil? A reflexão política e histórica sobre casos específicos de mal e a esperança de uma resistência específica que… Continue lendo “Restos: Camus, Arendt, Teoria Crítica, Rawls” – Susan NEIMAN

Gnosticismo – Luiz Costa Lima

Folha de S. Paulo, 1 de agosto de 1999 A aproximação não estranhará quem recorde as constantes referências do escritor a Basílides, as eventuais a Carpócrates e a Valentino, bem como a nomeação direta da gnose e do gnosticismo na primeira fonte clássica de conhecimento da seita, o "Adversus Haereses", de Irineu. Ao fazê-las, Borges… Continue lendo Gnosticismo – Luiz Costa Lima

“Obsessão do Essencial”: navegação temerária, naufrágios e horizontes de libertação em Cioran – Rodrigo Menezes

"E il naufragar m'è dolce in questo mare"LEOPARDI, "L'Infinito" Para dar voz às suas experiências capitais e “obsessões essenciais”, Cioran amiúde recorre a metáforas teológicas e mitológicas, a uma linguagem metafísica, religiosa e/ou mística: “o mau demiurgo”, “a Criação fracassada”,[1] “Queda” (no tempo, do tempo), “despertar” (éveil), “nostalgia” (de um “Paraíso” ou Absoluto perdido[2]), “dilaceração”,… Continue lendo “Obsessão do Essencial”: navegação temerária, naufrágios e horizontes de libertação em Cioran – Rodrigo Menezes

“Niilismo, existencialismo e gnosticismo: a hermenêutica existencial de Franco Volpi” – Rodrigo Menezes

A obra de Heidegger, leitor de Nietzsche, apresenta um paradoxo que é o mesmo de boa parte do pensamento contemporâneo: “Nela, com efeito, parecem tocar-se e conviver dois extremos incompatíveis: de um lado, um niilismo radical; de outro, o convite a uma visão inspirada, senão mesmo ao misticismo.”[i] Daí, segundo Volpi, em face dos escritos… Continue lendo “Niilismo, existencialismo e gnosticismo: a hermenêutica existencial de Franco Volpi” – Rodrigo Menezes

Niilismo, Existencialismo, Gnose – Franco VOLPI

A obra de Heidegger oferece, com certeza, fundamental contribuição para a análise do niilismo europeu. No entanto, em última instância, ela apresenta um paradoxo singular, que é também o paradoxo de uma parte importante do pensamento contemporâneo. Nela, com efeito, parecem tocar-se e conviver dois extremos incompatíveis: de um lado, um niilismo radical; de outro,… Continue lendo Niilismo, Existencialismo, Gnose – Franco VOLPI