Divina Impotência e a “Carreira Triunfal do Mal”: Cioran e o Ateísmo Místico como Sabedoria da Insegurança

Cioran concorda com Arthur Schopenhauer em que a filosofia não tem o seu ponto de partida em um eventual maravilhamento, cheio de graça e júbilo, diante do "milagre" do Ser, da evidência de que "algo é", "há seres e ser", sempre em devir, devindo, fluindo, confluindo, em sua ininterrupta duração (la durée, segundo Bergson). O… Continue lendo Divina Impotência e a “Carreira Triunfal do Mal”: Cioran e o Ateísmo Místico como Sabedoria da Insegurança

Cioran e o sonho ridículo de “recomeçar o Conhecimento”: uma questão de vida ou morte (e uma causa perdida de antemão)

Um livro de Cioran muito importante, parte integrante da sua produção francesa intermediária, é La chute dans le temps (1964). À diferença dos demais, talvez a maioria deles, pelos quais Cioran tornar-se-ia conhecido como um mestre do aforismo, do estilo aforismático (conciso, lapidar, epigramático), este é um livro de ensaios (essais), textos dissertativos (ou, melhor… Continue lendo Cioran e o sonho ridículo de “recomeçar o Conhecimento”: uma questão de vida ou morte (e uma causa perdida de antemão)

“O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

A atitude gnóstica constitui, com efeito, a chave de uma obra representativa das tendências contraditórias deste século: niilismo, angelismo, revolta e fatalismo. Mais precisamente, ela nos fornece a resposta a esta questão que não falha em colocar-se a propósito de Cioran: como o niilismo é compatível com uma criação literária? O ato literário em si… Continue lendo “O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

“Sobre la realidad del cuerpo” (M. Liliana Herrera)

Religare 10 (1), 1-3, Março de 2013. Dossiê Cioran e a religião [Pdf] Alma se tiene a veces. Nadie la posee sin pausa y para siempre. Wislawa Szymborska Una reflexión contemporánea sobre el cuerpo y la enfermedad realmente sugestiva por su aspereza, es la que ha elaborado Cioran. Y no es que haya algo totalmente… Continue lendo “Sobre la realidad del cuerpo” (M. Liliana Herrera)

Homo duplex: psicologia da dualidade (William James)

A base psicológica do caráter nascido duas vezes parece ser uma certa discordância ou heterogeneidade do temperamento congênito do sujeito, uma constituição moral e intelectual incompletamente unificada: "Homo duplex, homo duplex!", escreve Alphonse Daudet A primeira vez que percebi que eu era dois foi por ocasião da morte de meu irmão Henri, quando meu pai… Continue lendo Homo duplex: psicologia da dualidade (William James)