“Os filtros do esquecimento” (ClĂ©ment Rosset)

Num livro recente, um autor contemporĂąneo, homem moral, bem pensante e bom catĂłlico, nĂŁo deixava em mistĂ©rio o critĂ©rio principal que diferencia, a seus olhos, o homem valioso do rebanho medĂ­ocre dos seres humanos. Graças Ă  existĂȘncia desses homens de boa vontade, estimava o nosso autor, ainda hĂĄ sobre a terra, apesar do que se… Continue lendo “Os filtros do esquecimento” (ClĂ©ment Rosset)

Sobre duplos, (des)ilusĂ”es e a “idiotia do real”: ClĂ©ment Rosset

Nada mais frĂĄgil do que a faculdade humana de admitir a realidade, de aceitar sem reservas a imperiosa prerrogativa do real. Esta faculdade falha tĂŁo frequentemente que parece razoĂĄvel imaginar que ela nĂŁo implica o reconhecimento de um direito imprescritĂ­vel -- o do real a ser percebido --, mas representa antes uma espĂ©cie de tolerĂąncia,… Continue lendo Sobre duplos, (des)ilusĂ”es e a “idiotia do real”: ClĂ©ment Rosset

“O princĂ­pio de crueldade”(ClĂ©ment Rosset)

"Hipocondria melancĂłlica", observa GĂ©rard de Nerval em um diĂĄrio. "É um mal terrĂ­vel: faz ver as coisas tais como sĂŁo." Por "crueldade" do real entendo em primeiro lugar, Ă© claro, a natureza intrinsecamente dolorosa e trĂĄgica da realidade. NĂŁo me estenderei sobre este primeiro sentido, mais ou menos conhecido de todos, e sobre o qual… Continue lendo “O princĂ­pio de crueldade”(ClĂ©ment Rosset)