“Do ennui ao ĂȘxtase: Cioran e o sentimento religioso da existĂȘncia” – Rodrigo MENEZES

Quanto mais perco minha fĂ© no mundo, mais estou em Deus, sem crer nele. – SerĂĄ uma doença misteriosa, ou uma nobreza do espĂ­rito e do coração, que te faz ser ao mesmo tempo cĂ©tico e mĂ­stico?CIORAN, Amurgul gĂąndurilor [O CrepĂșsculo dos Pensamentos] (1940) A acusação de “irracionalismo” oculta, muitas vezes, a defesa de um… Continue lendo “Do ennui ao ĂȘxtase: Cioran e o sentimento religioso da existĂȘncia” – Rodrigo MENEZES

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Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poéticas do grotesco

Segundo o tradutor PĂ©ricles EugĂȘnio da Silva Ramos, o princĂ­pio da intensidade desempenha um papel fundamental na poĂ©tica de John Keats (1795-1821). Em 21 de dezembro de 1817, o poeta inglĂȘs escreveria, em carta ao irmĂŁo George, que "a excelĂȘncia de toda arte estĂĄ em sua intensidade, capaz de fazer o desagradĂĄvel ('all desagreeables') evaporar… Continue lendo Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poĂ©ticas do grotesco

“O religioso, questĂŁo de intensidade” (Emil Cioran)

O RELIGIOSO nĂŁo Ă© uma questĂŁo de conteĂșdo, mas de intensidade. Deus determina-se como momento de nossos frenesis, e o mundo que habitamos torna-se raramente objeto da sensibilidade religiosa, pelo fato de que pensar sĂł Ă© possĂ­vel nos instantes neutros. Sem "febre", nĂŁo ultrapassamos o campo da percepção -- o que equivale a dizer que… Continue lendo “O religioso, questĂŁo de intensidade” (Emil Cioran)