“O princĂ­pio de incerteza” – ClĂ©ment ROSSET

“A necessidade de uma fĂ© forte nĂŁo Ă© prova de fĂ© forte, Ă©, isso sim, o contrĂĄrio. Se alguĂ©m tem essa fĂ©, pode permitir-se o luxo do ceticismo.”Nietzsche, O CrepĂșsculo dos Ă­dolos Montaigne sugere, em uma passagem da Apologia de Raimond Sebond, uma definição da verdade filosĂłfica tĂŁo desconcertante quanto pertinente: “Duvido que Epicuro, PlatĂŁo… Continue lendo “O princĂ­pio de incerteza” – ClĂ©ment ROSSET

“DesĂ­gnio e tarefa da lucidez”: primeiro capĂ­tulo do Ensayo sobre Cioran, de F. SAVATER

A verdadeira vertigem Ă© a ausĂȘncia de loucura.La chute dans le temps SerĂĄ preciso determinar, em primeiro lugar, o que entenderemos por lucidez. Como nĂŁo pretendo utilizar esta palavra de um modo especial ou inusual, deverei ater-me Ă  definição que dela me brinda o dicionĂĄrio; talvez possamos encontrar em tal definição os traços que gostarĂ­amos… Continue lendo “DesĂ­gnio e tarefa da lucidez”: primeiro capĂ­tulo do Ensayo sobre Cioran, de F. SAVATER

“O Cristianismo Contra o Sagrado” – Slavoj ĆœIĆœEK

Embora a declaração “Se Deus nĂŁo existir, entĂŁo tudo Ă© permitido” seja comumente atribuĂ­da a Os irmĂŁos KaramĂĄzov, DostoiĂ©vski nunca a proferiu (o primeiro a atribuĂ­-la a ele foi Sartre, em O ser e o nada). No entanto, o prĂłprio fato de essa atribuição equivocada ter perdurado durante dĂ©cadas demonstra que, ainda que factualmente falsa,… Continue lendo “O Cristianismo Contra o Sagrado” – Slavoj ĆœIĆœEK

“Indicios del odioamoramiento en la vida y obra de E. M. Cioran” (Aleyda Muñoz LĂłpez)

Revista Desde el JardĂ­n de Freud, Universidad Nacional de Colombia, nr. 19 (2019): 299-310, doi: 10.15446/djf.n19.76726 Indicios del odioamoramiento en la vida y obra de E. M. Cioran En tĂ©rminos de Freud, la acciĂłn conjugada, y tambiĂ©n contrapuesta, de Eros y TĂĄnatos nos permite entender los fenĂłmenos de la vida. Por otro lado, Lacan precisa… Continue lendo “Indicios del odioamoramiento en la vida y obra de E. M. Cioran” (Aleyda Muñoz LĂłpez)

“Beyond the Suffering of Being: Desire in Giacomo Leopardi and Samuel Beckett” (Roberta Cauchi-Santoro)

A thesis submitted in partial fulfillment of the requirements for the degree in Doctor of Philosophy, University of West Ontario, 2013 Abstract: In this dissertation, I question critical approaches that argue for Giacomo Leopardi’s and Samuel Beckett’s pessimism and nihilism. Beckett quotes Leopardi when discussing the removal of desire in his monograph Proust, a context… Continue lendo “Beyond the Suffering of Being: Desire in Giacomo Leopardi and Samuel Beckett” (Roberta Cauchi-Santoro)

“A Maioridade de poucos e a Menoridade de muitos: Esclarecimento, Emancipação e Pessimismo AntropolĂłgico em Kant” (Rodrigo Menezes)

Introdução O cĂ©lebre texto de Immanuel Kant (1724-1804) Resposta Ă  questĂŁo: o que Ă© o Esclarecimento?, publicado na revista Berlinischen Monatsschrift em 1784, fora motivado pela publicação prĂ©via, na mesma revista, de um artigo cujo (Johann Friedrich Zöllner, um pastor berlinense) condenava o casamento civil em favor do religioso, polemizando contra a confusĂŁo geral que,… Continue lendo “A Maioridade de poucos e a Menoridade de muitos: Esclarecimento, Emancipação e Pessimismo AntropolĂłgico em Kant” (Rodrigo Menezes)

“O PrincĂ­pio de Crueldade” – ClĂ©ment ROSSET

IntĂ©rprete do pensamento trĂĄgico, ClĂ©ment Rosset defende a idĂ©ia de que toda realidade Ă© cruel. Essa â€œĂ©tica da crueldade” se baseia em dois princĂ­pios que sĂŁo o objeto principal deste livro. O primeiro, o princĂ­pio de realidade suficiente: o real basta e dele nada escapa, posto que Ă© real. Cabe aos homens se contentar e… Continue lendo “O PrincĂ­pio de Crueldade” – ClĂ©ment ROSSET

Sobre duplos, (des)ilusĂ”es e a “idiotia do real”: ClĂ©ment Rosset

Nada mais frĂĄgil do que a faculdade humana de admitir a realidade, de aceitar sem reservas a imperiosa prerrogativa do real. Esta faculdade falha tĂŁo frequentemente que parece razoĂĄvel imaginar que ela nĂŁo implica o reconhecimento de um direito imprescritĂ­vel -- o do real a ser percebido --, mas representa antes uma espĂ©cie de tolerĂąncia,… Continue lendo Sobre duplos, (des)ilusĂ”es e a “idiotia do real”: ClĂ©ment Rosset

“TrĂĄgico e silĂȘncio” (ClĂ©ment Rosset)

UM FILÓSOFO POUCO SUSPEITO de complacĂȘncia para com o pensamento trĂĄgico, Jules Monnerot, reconhecia recentemente no fantasma do ''alhures" uma negação fundamental da tragĂ©dia: "NĂŁo hĂĄ de uma parte o homem, e de outra parte forças exteriores ao homem, Ă s quais ele tambĂ©m seria exterior. As forças 'exteriores', 'cĂłsmicas', 'naturais' estĂŁo tambĂ©m em nĂłs, (… Continue lendo “TrĂĄgico e silĂȘncio” (ClĂ©ment Rosset)

Duas cervejas, um sanduíche e mil tiradas filósoficas: Clément Rosset por Roland Jaccard

Se a esperança Ă© o pior dos males, se Ă© derrisĂłrio pretender mudar a vida, o que resta entĂŁo? Resposta de ClĂ©ment Rosset: “Resta, contudo, uma Ășltima hipĂłtese: a de uma satisfação total no seio do infinito mesmo, semelhante ao jĂșbilo amoroso descrito por La Fontaine numa cĂ©lebre fĂĄbula (“Seja tudo vocĂȘ mesmo, conte o… Continue lendo Duas cervejas, um sanduĂ­che e mil tiradas filĂłsoficas: ClĂ©ment Rosset por Roland Jaccard