O Diabo, filantropo funesto (E.M. Cioran)

PLANEJAR uma sociedade na qual, segundo uma etiqueta aterradora, nossos atos são catalogados e regulamentados, na qual, por uma caridade levada até a indecência, se preocupam com nossos pensamentos mais íntimos, é transportar os tormentos do inferno para a idade de ouro, ou criar, com a ajuda do diabo, uma instituição filantrópica. Solares, utópicos, harmônicos… Continue lendo O Diabo, filantropo funesto (E.M. Cioran)

“Cioran e a pós-modernidade: uma crítica às metanarrativas” (Flávio Rocha de Deus)

Revista LAMPEJO, Volume 8, nº 1, 1º Semestre de 2019 RESUMO: Apesar da diversidade de percepções do que vem a ser a pós-modernidade, existe um ponto de convergência entre uma parte significante dos estudiosos do tema, que é caracterização desta época como um período de falência e descrença em ideias totalizantes. Através do olhar de… Continue lendo “Cioran e a pós-modernidade: uma crítica às metanarrativas” (Flávio Rocha de Deus)

“Mecanismos da utopia [2]” (E.M. Cioran)

Depois de haver denunciado os ridículos da utopia, falemos de seus méritos; e já que os homens se acomodam tão bem ao estado social, e mal distinguem seu mal iminente, façamos como eles, associemo-nos a sua inconsciência. O mais louvável nas utopias é haver denunciado os danos que causa a propriedade, o horror que representa,… Continue lendo “Mecanismos da utopia [2]” (E.M. Cioran)

“Mecanismos da utopia” (E.M. Cioran)

EM QUALQUER GRANDE CIDADE onde o acaso me leva, surpreendo-me que não se desencadeiem todos os dias revoltas, massacres, uma carnificina sem nome, uma desordem de fim do mundo. Como, em um espaço tão reduzido, podem coexistir tantos homens sem destruir-se, sem odiar-se mortalmente? Na verdade, se odeiam, mas não estão à altura de seu… Continue lendo “Mecanismos da utopia” (E.M. Cioran)