Encontros Literários: Juliano Pessanha | ARTE1

O programa desta semana é com o escritor e filósofo Juliano Garcia Pessanha. O autor de Recusa do Não-Lugar (2018) escolhe por fugir da ficção em suas obras e usa uma linguagem testemunhal em seus livros para criar uma relação de intimidade com o leitor. https://www.youtube.com/watch?v=9Ne8WZ8Nxvk Na conversa com Manuel da Costa Pinto, ele fala… Continue lendo Encontros Literários: Juliano Pessanha | ARTE1

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“Ah quanta melancolia!” – Fernando PESSOA

Ah quanta melancolia!Quanta, quanta solidão!Aquela alma, que vazia,Que sinto inútil e friaDentro do meu coração! Que angústia desesperada!Que mágoa que sabe a fim!Se a nau foi abandonada,E o cego caiu na estrada —Deixai-os, que é tudo assim. Sem sossego, sem sossego,Nenhum momento de meuOnde for que a alma emprego —Na estrada morreu o cegoA nau… Continue lendo “Ah quanta melancolia!” – Fernando PESSOA

“Baudelaire: fragmentação e melancolia em meio à multidão” – Joselaine Brodani MEDEIROS

Instrumento - Revista de Estudo e Pesquisa em Educação, v. 11, n. 1, jan./jun. 2009 Resumo: Charles Baudelaire pode ser considerado o poeta das cidades e da modernidade. Viu e sentiu o progresso na França do século XIX e foi um revolucionário para o seu tempo. A cidade e suas galerias infinitas, com pessoas que… Continue lendo “Baudelaire: fragmentação e melancolia em meio à multidão” – Joselaine Brodani MEDEIROS

“Teologia” – CIORAN

Estou de bom humor: Deus é bom; estou melancólico: é mau; indiferente: é neutro. Meus estados lhe conferem atributos correspondentes: quando gosto do saber, é onisciente, e quando adoro a força, é todo-poderoso. Parece-me que as coisas existem? Ele existe; parecem-me ilusórias? Ele se evapora. Mil argumentos o apoiam, mil o destroem; se meus entusiasmos… Continue lendo “Teologia” – CIORAN

“A Flor e a Náusea” – DRUMMOND

Preso à minha classe e a algumas roupas,vou de branco pela rua cinzenta.Melancolias, mercadorias espreitam-me.Devo seguir até o enjoo?Posso, sem armas, revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre:Não, o tempo não chegou de completa justiça.O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse. Em vão… Continue lendo “A Flor e a Náusea” – DRUMMOND

“A alma enferma” – William JAMES

Em nosso último encontro, consideramos o temperamento equilibrado, o temperamento que tem uma incapacidade constitucional para o sofrimento prolongado, e no qual a tendência para ver as coisas por um prisma otimista é como a água de cristalização em que se coloca o caráter do indivíduo. Vimos que esse temperamento pode tomar-se a base de… Continue lendo “A alma enferma” – William JAMES

“A parte das coisas” – CIORAN

É preciso uma considerável dose de inconsciência para entregar-se sem reservas a qualquer coisa. Os crentes, os apaixonados, os discípulos, só percebem uma face de suas deidades, de seus ídolos, de seus mestres. O entusiasta permanece inelutavelmente ingênuo. Há sentimento puro onde a mescla de graça e imbecilidade não se traia, e admiração devota sem… Continue lendo “A parte das coisas” – CIORAN

“Melancolia, uma constante ocidental?” – Luiz Costa Lima

Primeira parte: esboço de uma história multissecular A intuição ordinária declara: porque não somos bastante espertos, costuma haver um descompasso entre o tempo em que deveria realizar-se uma certa experiência e seu efetivo cumprimento. Dito de maneira mais precisa: o mecanismo da vida humana costuma supor o desacerto entre a meta e o tempo de… Continue lendo “Melancolia, uma constante ocidental?” – Luiz Costa Lima

El inconveniente de nacer. Un diálogo de E. Cioran con los poetas: Charles Baudelaire y S. Mallarmé – Francia Elena GOENAGA

Homenaje a M .Liliana Herrera Alzate (1960-2019) “En el Eclesiastés, la existencia aparece como una extremada sinrazón que sólo el corazón gozoso atina a comprender por la vía del amor desinteresado. Al fondo de toda la maquinaria astral se vislumbra el amor a los seres y a las cosas como única y última solución”.Antonio Colinas. Tres… Continue lendo El inconveniente de nacer. Un diálogo de E. Cioran con los poetas: Charles Baudelaire y S. Mallarmé – Francia Elena GOENAGA

“Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia” – Paolo VANINI | Università di Trento 🇮🇹

https://www.youtube.com/watch?v=e_sMR4V46xM Texto apresentado no âmbito do Colóquio Internacional Liliana Herrera em torno de Cioran (15/10/2021). Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia[1], de Paolo Vanini[2] Resumo: Este artigo visa investigar a relação entre nostalgia, solidão e ceticismo no pensamento de Emil Cioran. Em primeiro lugar, examinaremos como os conceitos de Sehnsucht, Saudade e Dor… Continue lendo “Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia” – Paolo VANINI | Università di Trento ðŸ‡®ðŸ‡¹