“O clinamen de Cioran”: uma perspectiva feminina muçulmana. Entrevista com Daria Lebedeva

DARIA LEBEDEVA é ucraniana, nascida em Odessa, e vive atualmente na Suécia. Realizou seu doutorado no Instituto de Filosofia e Sociologia da Academia Polonesa de Ciências (Varsóvia), sob orientação de Agata Bielik-Robson, com uma tese sobre o filósofo romeno de expressão francesa: Cioran’s clinamen: a case analysis of a philosophical influence (2012).[1] Trata-se de uma… Continue lendo “O clinamen de Cioran”: uma perspectiva feminina muçulmana. Entrevista com Daria Lebedeva

“Modernidade/Pós-Modernidade: variações niilistas em torno ao suicídio” – Fernando Rey PUENTE

Na esteira de Schopenhauer, podemos mencionar o pouco conhecido filósofo alemão Phillip Mailânder, que viveu no século XIX e antecipou em muitos aspectos um outro pensador extemporâneo desse século, este, contudo, muito célebre, a saber, Friedrich Nietzsche. Ambos, de certa forma, anunciaram em linhas gerais o que viria a ser a posição dominante no século… Continue lendo “Modernidade/Pós-Modernidade: variações niilistas em torno ao suicídio” – Fernando Rey PUENTE

“Camus e o único problema filosófico realmente sério” – Ariano SUASSUNA

Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à pergunta fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, vem depois. Trata-se de jogos; é preciso primeiro responder. E se… Continue lendo “Camus e o único problema filosófico realmente sério” – Ariano SUASSUNA

“Restos: Camus, Arendt, Teoria Crítica, Rawls” – Susan NEIMAN

Em um tributo ao rei Afonso, Hans Blumenberg escreveu que a era moderna começou com um ato de teodicéia (Blumenberg 2, 307). Será que ela termina com a percepção de que qualquer ato desse tipo é inútil? A reflexão política e histórica sobre casos específicos de mal e a esperança de uma resistência específica que… Continue lendo “Restos: Camus, Arendt, Teoria Crítica, Rawls” – Susan NEIMAN

“O absurdo e o suicídio” – CAMUS

Só existe um problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não vale a pena ser vivida é responder à pergunta fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, vem depois. Trata-se de jogos; é preciso primeiro responder. E se… Continue lendo “O absurdo e o suicídio” – CAMUS

Entre Sísifo e Job: Repetição e Existência em Kierkegaard – Jonas ROOS

Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, vol. 4, nr. 2 (2015). Texto apresentado na XIV Jornada Internacional de Estudos de Kierkegaard, “o silêncio da solidão: tornar-se singular em Kierkegaard”, de 3 a 7 de novembro de 2015, UFRJ, UERJ, IFEN, Rio de Janeiro O artigo analisa o conceito de repetição como experimentado pelo personagem Constantin… Continue lendo Entre Sísifo e Job: Repetição e Existência em Kierkegaard – Jonas ROOS

“A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka” – Albert CAMUS

O estudo sobre Franz Kafka que publicamos em apêndice foi substituído na primeira edição de O mito de Sísifo pelo capítulo sobre Dostoiévski e o suicídio. Porém foi publicado pela revista L’Arbalète em 1943. Nele se encontrará, em outra perspectiva, a crítica da criação absurda já iniciada nas páginas sobre Dostoiévski. (Nota do editor francês.)… Continue lendo “A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka” – Albert CAMUS

Suicídio e Tecnologia: Desenraizamento, Redes sociais e o Valor da Imagem | Com Fernanda Marquetti

Matar-se, em certo sentido, e como no melodrama, é confessar. Confessar que fomos superados pela vida ou que não a entendemos. Mas não prossigamos nestas analogias e voltemos às palavras correntes. Trata-se apenas de confessar que isso “não vale a pena”. Viver, naturalmente, nunca é fácil. Continuamos fazendo os gestos que a existência impõe por… Continue lendo Suicídio e Tecnologia: Desenraizamento, Redes sociais e o Valor da Imagem | Com Fernanda Marquetti

Filosofia & Romance – Albert CAMUS

Todas essas vidas mantidas no ar avaro do absurdo não se sustentam sem algum pensamento profundo e constante que as impulsione com sua força. Só pode ser, aqui, um singular sentimento de fidelidade. Homens conscientes foram vistos cumprindo sua tarefa em meio às guerras mais estúpidas sem por isso se considerarem em contradição. Tratava-se de… Continue lendo Filosofia & Romance – Albert CAMUS

“Sobre Kirilov, personagem de Dostoiévski” – CAMUS

Todos os heróis de Dostoiévski se questionam sobre o sentido da vida. Nisto são modernos: não temem o ridículo. O que distingue a sensibilidade moderna da sensibilidade clássica é que esta se nutre de problemas morais e aquela de problemas metafísicos. Nos romances de Dostoiévski, a questão é colocada com tal intensidade que só admite… Continue lendo “Sobre Kirilov, personagem de Dostoiévski” – CAMUS