“O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

Hegel é meu exato oposto. Hegel é impensável para mim, por mais que eu reconheça sua importância. Mas isso é outra estória. Tenho um amigo na Romênia, um especialista no pensamento de Hegel [Constantin Noica], que não consegue ler minhas coisas, que não me leva a sério. Não obstante, muito embora tivesse uma mentalidade totalmente… Continue lendo “O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

“No segredo dos moralistas” – E.M. CIORAN

Quando enchemos todo o universo de tristeza, só nos resta, para reavivar o espírito, a alegria, a rara, a fulgurante alegria; e é quando já não esperamos mais que sofremos a fascinação da esperança: a Vida, presente oferecido aos vivos pelos obcecados da morte… Como a direção de nossos pensamentos não é a de nossos… Continue lendo “No segredo dos moralistas” – E.M. CIORAN

Reflexões sobre a vaidade dos homens, ou discursos moraes sobre os effeitos da vaidade (Matias Aires)

Matias Aires Ramos da Silva de Eça (São Paulo, 27 de março de 1705 — Lisboa, 10 de dezembro de 1763) foi um filósofo e escritor luso-brasileiro. É patrono da cadeira 6 da Academia Brasileira de Letras. Irmão de Teresa Margarida da Silva e Orta, considerada a primeira mulher romancista em língua portuguesa. Escreveu obras… Continue lendo Reflexões sobre a vaidade dos homens, ou discursos moraes sobre os effeitos da vaidade (Matias Aires)

“A Metafísica da Negação” (Eduardo Frieiro)

Correio da Manhã, ano LXM, no 21.244, 30 junho de 1962 Que é que me agrada em  E. M. Cioran, o escritor romeno de língua francesa, ido agora na sua pátria intelectual como um estilista sem par? Antes de nada, e sobretudo, a feição de seu espírito, que é, vincadamente, a de um “moralista”, bem… Continue lendo “A Metafísica da Negação” (Eduardo Frieiro)

“Le cri de Job chez Cioran : dialectique du dépouillement” (Lauralie Chatelet)

La brièveté, Unité de recherche en littérature, discours et civilisation, Nov 2017, Sfax, Tunisie. Alors que les formes brèves des moralistes classiques sont synonymes d’une maîtrise parfaite tant du signifiant que du signifié, faire bref au XXe siècle fait écho à la perception par le monde littéraire d’un échec du langage, d’une incomplétude essentielle d’ailleurs… Continue lendo “Le cri de Job chez Cioran : dialectique du dépouillement” (Lauralie Chatelet)

“Desejo e Horror da Glória” avant la lettre (E.M. Cioran)

"Désir et horreur de la gloire" é um dos ensaios que compõem La chute dans le temps (1964), livro que sucede diretamente a História e utopia (1960) no qual este tema (tão "adâmico") já se encontra enunciado e problematizado, antecipando o que virá a seguir. Trata-se da dualidade-contradição -- inconciliável -- entre o desejo e… Continue lendo “Desejo e Horror da Glória” avant la lettre (E.M. Cioran)

“Cioran, le passé récomposé” (Gilles Martin-Chauffier)

Paris Match, 31/07/2019 En choisissant d'écrire en français et en s'installant en plein Quartier latin, le philosophe né en Roumanie s'est absout de ses prises de positions pro-fascistes d'avant guerre. Avec la bénédiction d'une intelligentsia parisienne pourtant volontiers sourcilleuse.  C’était un provocateur. Il trouvait que les Européens blancs méritaient de plus en plus le nom… Continue lendo “Cioran, le passé récomposé” (Gilles Martin-Chauffier)

“Um sábio enxertado num leproso: Cioran entre Montaigne e Pascal” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Homo sunt; nihil humani a me alienum puto. É sabido que uma das principais influências de Cioran é Blaise Pascal (1623-1662), que por sinal Clément Rosset tanto apreciava pelo seu "lado trágico", ou seja, por tudo aquilo que é o menos essencial em Pascal (Rosset reúne Pascal a Demócrito, Lucrécio e Nietzsche numa família de… Continue lendo “Um sábio enxertado num leproso: Cioran entre Montaigne e Pascal” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Antologia do retrato: de Saint-Simon a Tocqueville” (E.M. Cioran)

PREFÁCIO Máxima e retrato Os místicos, em especial Mestre Eckhart, ao fazer a distinção entre o homem interior e o homem exterior, optavam necessariamente pelo primeiro; o segundo, o ser no tempo, mais precisamente na sociedade, pertencia de direito aos moralistas; é a ele que examinam, perscrutam e denunciam, sem se preocuparem se possui alguma… Continue lendo “Antologia do retrato: de Saint-Simon a Tocqueville” (E.M. Cioran)

“Filosofía y estados del ánima: el ethos musical en Emil Cioran” (Javier Ares Yebra)

Revista PERIPLO, Abril 2013, Vol. XX, 57 El problema de la «habitabilidad» del mundo late con especial intensidad en espíritus embriagados por la generosidad de su rabia, almas donde la hiel se hace verbo. Como el musgo que viste la roca y la esconde en su abrazo, así estos espíritus han sabido cubrir con un… Continue lendo “Filosofía y estados del ánima: el ethos musical en Emil Cioran” (Javier Ares Yebra)