“O tédio dos conquistadores” (E.M. Cioran)

PARIS PESAVA sobre Napoleão, segundo confissão do próprio, como um “manto de chumbo”: dez milhões de homens pereceram em consequência disso. É o balanço do “mal do século”, quando um René a cavalo torna-se seu agente. Esse mal, nascido na ociosidade dos salões do século XVIII, na languidez de uma aristocracia demasiado lúcida, fez estragos… Continue lendo “O tédio dos conquistadores” (E.M. Cioran)

“Escola de tiranos [3]” (E.M. Cioran)

Todos os homens são mais ou menos invejosos; os políticos o são completamente. Tornamo-nos invejosos quando já não suportamos mais ninguém nem ao lado nem acima de nós. Engajar-se em qualquer empreendimento, mesmo o mais insignificante, é pactuar com a inveja, prerrogativa suprema dos seres vivos, lei e mola dos atos. Se a inveja te… Continue lendo “Escola de tiranos [3]” (E.M. Cioran)