“A poesia revoltada” – CAMUS

Se a revolta metafísica recusa o sim, limitando-se a negar de modo absoluto, ela se destina a parecer. Se cai na adoração do que existe, renunciando a contestar uma parte da realidade, obriga-se mais cedo ou mais tarde a agir. Entre um e outro, Ivan Karamazov representa, mas num sentido doloroso, o laisser-faire. A poesia… Continue lendo “A poesia revoltada” – CAMUS

“Devorando Nietzsche: por um niilismo sul-americano” – Julio CABRERA

Este livro não é mais um livro “sobre” Nietzsche, mas um livro escrito em estilo Nietzscheano, utilizando o aforismo, o ensaio e a autobiografia para abordar um tema que o próprio Nietzsche não abordou: como ler seus textos e recolher seu legado desde as circunstâncias latino-americanas. O livro está dividido em três dissertações. Na primeira… Continue lendo “Devorando Nietzsche: por um niilismo sul-americano” – Julio CABRERA

“A recusa da salvação” – Albert CAMUS

Se o revoltado romântico exalta o indivíduo e o mal, não toma por isso mesmo o partido dos homens, mas apenas o próprio partido. O dandismo é sempre e em qualquer de suas formas um dandismo em relação a Deus. Na qualidade de criatura, o indivíduo só pode opor-se ao criador. Ele tem necessidade de… Continue lendo “A recusa da salvação” – Albert CAMUS

“A revolta dos dândis” – Albert CAMUS

Mas ainda é a hora dos homens de letras. O romantismo, com sua revolta luciferina, só servirá realmente às aventuras da imaginação. Como Sade, ele se separará da revolta da antiguidade pela preferência dada ao mal e ao indivíduo. Ao ressaltar seus poderes de desafio e de recusa, a revolta nesse estágio esquece seu conteúdo… Continue lendo “A revolta dos dândis” – Albert CAMUS

Ceticismo como doença da vontade e a niilina russa – NIETZSCHE

Se hoje um filósofo dá a entender que não é cético —espero que tal se tenha subentendido nessa descrição do espírito objetivo —, todos escutam isso com desgosto; observam-no com algum receio, gostariam de lhe perguntar tantas, tantas coisas… sim, entre ouvintes temerosos, tais como existem hoje em quantidade, ele é doravante considerado perigoso. Para… Continue lendo Ceticismo como doença da vontade e a niilina russa – NIETZSCHE

“O absurdo e o assassinato” – Albert CAMUS

Há crimes de paixão e crimes de lógica. O código penal distingue um do outro, bastante comodamente, pela premeditação. Estamos na época da premeditação e do crime perfeito. Nossos criminosos não são mais aquelas crianças desarmadas que invocavam a desculpa do amor. São, ao contrário, adultos, e seu álibi é irrefutável: a filosofia pode servir… Continue lendo “O absurdo e o assassinato” – Albert CAMUS

“O fim da metafísica e o espírito livre” – Gustavo Arantes CAMARGO

Revista Ítaca, nº 31 (2017) RESUMO: O presente texto aborda a ideia de niilismo, entendendo-o como consequência da crítica à filosofia metafísica empreendida por F.W. Nietzsche. Para tanto, parte-se do conceito de morte de deus e do consequente fim da metafísica. A consequência deste acontecimento não precisa ser, necessariamente, a perda de sentido para a… Continue lendo “O fim da metafísica e o espírito livre” – Gustavo Arantes CAMARGO

“O subsolo da negação”: niilismo e antissemitismo em Dostoiévski – Michèle COHEN-HALIMI

Dostoievski põe em cena o escândalo de uma existência desprovida de fé religiosa. Em seu último romance, essa mise en scène se concentra na relação dos três irmãos Karamazov: ela segue as transformações de Ivan, o ateu, e de Aliocha, o crente. Como se o caminho traçado pelo romance devesse conduzir do ateísmo ao amor… Continue lendo “O subsolo da negação”: niilismo e antissemitismo em Dostoiévski – Michèle COHEN-HALIMI

“Penser sans absolu: douze essais sur le nihilisme” – Antony VIGNEAULT; Yves COUTURE; Lawrence OLIVIER (eds.)

Canada, Les Presses de l’Université Laval, 2020 [PDF] TABLE DE MATIÈRES: Introduction – Penser sans absoluYves Couture et Antony Vigneault Chapitre 1 Le problème du nihilisme chez Platon (et quelques réflexions heideggériennes) Maxime Plante Chapitre 2 Nihilisme : sémiotique insigneLawrence Olivier Chapitre 3 Le monde suprasensible et la dévalorisation du fémininSonia Palato Chapitre 4 Nihilisme… Continue lendo “Penser sans absolu: douze essais sur le nihilisme” – Antony VIGNEAULT; Yves COUTURE; Lawrence OLIVIER (eds.)

“O pensamento de Nishitani e o Budismo” – Hisao MATSUMARU

O ponto de partida do pensamento de Nishitani Pretendo esclarecer o fundamento daquilo que penso ser o ponto de partida do pensamento presente nas duas obras centrais de Keiji Nishitani (1900-1990), a saber, Shukyo to wa nani ka (O que é a religião) (Nishitani, 1961) e Zen no tachiba (O ponto de vista do Zen)… Continue lendo “O pensamento de Nishitani e o Budismo” – Hisao MATSUMARU