Em busca de um “não-homem”: niilismo, anti-humanismo e mística negativa – Entrevista com Ştefan Bolea (Romênia)

Ştefan Bolea é pesquisador na Faculdade de Letras da Universidade Babeș-Bolyai de Cluj-Napoca, Romênia. Além disso, é editor da conceituada revista literária Apostrof, co-fundador e editor-chefe do e-zine cultural EgoPHobia (www.egophobia.ro). Ştefan Bolea obteve seu segundo doutorado summa cum laude em Literatura Comparada, em 2017 (após um primeiro em Filosofia, em 2012), com uma investigação… Continue lendo Em busca de um “não-homem”: niilismo, anti-humanismo e mística negativa – Entrevista com Ştefan Bolea (Romênia)

“O clinamen de Cioran”: uma perspectiva feminina muçulmana. Entrevista com Daria Lebedeva

DARIA LEBEDEVA é ucraniana, nascida em Odessa, e vive atualmente na Suécia. Realizou seu doutorado no Instituto de Filosofia e Sociologia da Academia Polonesa de Ciências (Varsóvia), sob orientação de Agata Bielik-Robson, com uma tese sobre o filósofo romeno de expressão francesa: Cioran’s clinamen: a case analysis of a philosophical influence (2012).[1] Trata-se de uma… Continue lendo “O clinamen de Cioran”: uma perspectiva feminina muçulmana. Entrevista com Daria Lebedeva

“Os deicídios” – CAMUS

A justiça, a razão, a verdade brilhavam ainda no céu jacobino; essas estrelas fixas podiam ao menos servir de pontos de referência. Os pensadores alemães do século XIX, particularmente Hegel, quiseram continuar a obra da revolução francesa,1 ao suprimirem as causas de seu malogro. Hegel acreditou discernir que o Terror estava de antemão contido na… Continue lendo “Os deicídios” – CAMUS

“O Niilista do Século” – Rodrigo MENEZES

São muitas as análises, das superficiais às mais elaboradas, que inscrevem a obra de Cioran sob o signo do niilismo. Um dos capítulos do livro de Franco Volpi, O Niilismo, é dedicado a Cioran e Bataille conjuntamente.[1] Ioan P. Culianu, historiador das religiões romeno, segue a mesma linha interpretativa de Volpi, atribuindo a Cioran um… Continue lendo “O Niilista do Século” – Rodrigo MENEZES

“O niilismo schopenhaueriano: uma introdução” – Jarlee SALVIANO

Cadernos de Filosofia Alemã (USP), nº 7, 2001, p. 37-53. Resumo: Neste texto procuramos mostrar como se pode analisar o problema do niilismo na filosofia de Schopenhauer sem recorrer à interpretação nietzschiana – tendo em vista o peso e a importância dada por esta interpretação a este conceito dentro da filosofia e levando em conta… Continue lendo “O niilismo schopenhaueriano: uma introdução” – Jarlee SALVIANO

“Os crentes e sua necessidade de crer” – NIETZSCHE

Os crentes e sua necessidade de crer. — O quanto de fé alguém necessita para crescer, o quanto de “firme”, que não quer ver sacudido, pois nele se segura — eis uma medida de sua força (ou, falando mais claramente, de sua fraqueza). Na velha Europa de hoje, parece-me que a maioria das pessoas ainda… Continue lendo “Os crentes e sua necessidade de crer” – NIETZSCHE

Cioran, o Nada e o Niilismo: Histórias coextensivas – Rodrigo MENEZES

“Que lástima que o nada tenha sido desvalorizado pelo abuso de filósofos indignos dele!”[1]CIORAN Numa entrevista em alemão, Cioran diz: “Não sou niilista: o nada é ainda um programa”,[2] pretendendo assim desvencilhar-se dessa etiqueta, tão frequentemente grudada nele. Cioran cultivou a inação, e viveu na recusa de todo programa: "por acaso respirar não é um?"… Continue lendo Cioran, o Nada e o Niilismo: Histórias coextensivas – Rodrigo MENEZES

“Heidegger: serenidade no deserto” – Željko LOPARIĆ

Palestra realizada no Espaço Cultural CPFL | Balanço do século XX -Paradigmas do século XXI. Curadora de Oswaldo Giacoia Jr. https://www.youtube.com/watch?v=wqSjt-aMtfs Željko Loparić (Cvetković, 3 de dezembro de 1939) é um filósofo, historiador da filosofia e professor universitário croata e naturalizado brasileiro. Atualmente é professor titular aposentado na Universidade Estadual de Campinas e docente junto… Continue lendo “Heidegger: serenidade no deserto” – Željko LOPARIĆ

“Modernidade/Pós-Modernidade: variações niilistas em torno ao suicídio” – Fernando Rey PUENTE

Na esteira de Schopenhauer, podemos mencionar o pouco conhecido filósofo alemão Phillip Mailânder, que viveu no século XIX e antecipou em muitos aspectos um outro pensador extemporâneo desse século, este, contudo, muito célebre, a saber, Friedrich Nietzsche. Ambos, de certa forma, anunciaram em linhas gerais o que viria a ser a posição dominante no século… Continue lendo “Modernidade/Pós-Modernidade: variações niilistas em torno ao suicídio” – Fernando Rey PUENTE

“Niilismo e história” – Albert CAMUS

Cento e cinquenta anos de revolta metafísica e de niilismo viram retornar com obstinação, sob diferentes disfarces, o mesmo rosto devastado, o do protesto humano. Todos, erguidos contra a condição humana e seu criador, afirmaram a solidão da criatura, o nada de qualquer moral. Mas, ao mesmo tempo, todos procuraram construir um reino puramente terrestre… Continue lendo “Niilismo e história” – Albert CAMUS