“Sobre a Melancolia” – E.M. Cioran

Quando não se pode livrar-se de si mesmo, deleita-se devorando-se. Em vão se chamaria o Senhor das Sombras, o distribuidor de uma maldição precisa: se está doente sem doença e se é réprobo sem vícios. A melancolia é o estado sonhado do egoísmo: nenhum objeto fora de si mesmo, nenhum motivo mais de ódio ou… Continue lendo “Sobre a Melancolia” – E.M. Cioran

“Pensar contra si próprio” – E.M. Cioran

Um requisitório contra o otimismo new age, a cultura da autoajuda e suas receitas de felicidade, o dogmatismo indulgente e pernicioso ao quais nem os filósofos saberiam escapar: "Pensar contra si próprio" é o texto de abertura de A tentação de existir (1956), o terceiro livro de Cioran em língua francesa após o fiasco de… Continue lendo “Pensar contra si próprio” – E.M. Cioran

“Restauração de um culto” – E.M. Cioran

Como gastei minha qualidade de homem, nada me é mais de nenhum proveito. Só vejo por toda parte carneiros com ideal que se ajuntam para balir suas esperanças… Mesmo os que nunca viveram juntos, são empurrados para o rebanho, como fantasmas, pois com que outro fim concebeu-se a “comunhão” dos santos?… Em busca de um… Continue lendo “Restauração de um culto” – E.M. Cioran

“Os Anjos Reacionários” (E. M. Cioran)

É DIFÍCIL formular um juízo sobre a rebelião do menos filósofo dos anjos, sem misturar nele simpatia, assombro e reprovação. A injustiça governa o universo. Tudo o que se constrói, tudo o que se desfaz, leva a marca de uma fragilidade imunda, como se a matéria fosse o fruto de um escândalo no seio do… Continue lendo “Os Anjos Reacionários” (E. M. Cioran)