Emil Cioran y María Zambrano: memória de um encontro

Cena do documentário "María Zambrano: la humanista indignada" (1991), transmitido pela emissora espanhola TVE em 2004, por ocasião do centenário de nascimento desta importante filósofa espanhola (1904-1991), discípula de Ortega y Gasset, de quem Cioran quis ser aluno, mas teve seus planos frustrados pela eclosão da Guerra Civil espanhola, a mesma que faria Zambrano exilar-se… Continue lendo Emil Cioran y María Zambrano: memória de um encontro

“La última aparición de lo sagrado: la nada” – María ZAMBRANO

La filosofía jamás había penetrado en el infierno. Era su limitación y también algo así como su castidad. Lo ignoraba como ignoraba el paraíso, al que acababa por conducir sin haberlo prometido. La castidad de la filosofía ha consistido, además de otras cosas, en no prometer nada; nada a la vida personal, a los más… Continue lendo “La última aparición de lo sagrado: la nada” – María ZAMBRANO

“Filosofia e poesia em Maria Zambrano” (Cícero Cunha Bezerra)

Revista Cerrados: v. 20 n. 32 (2011): Palavra e poder: representações na literatura de autoria feminina Resumo: Maria Zambrano é a intelectual espanhola mais importante do século XX. Discípula de Ortega e Zubiri, Zambrano foi capaz de captar o que melhor possibilitaria a formulação de um pensamento, ao mesmo tempo, autônomo e profundo com relação… Continue lendo “Filosofia e poesia em Maria Zambrano” (Cícero Cunha Bezerra)

“Cioran entre filosofia e poesia: ambivalência, hibridismo, temeridade” – Rodrigo MENEZES

"Já que tudo o que se concebeu e empreendeu dede Adão é ou suspeito ou perigoso ou inútil, que fazer? Dessolidarizar-se da espécie? Seria esquecer que nunca se é homem tanto como quando se lamenta sê-lo."CIORAN, La chute dans le temps O "pecado original" de Cioran é ser demasiado filósofo, demasiado pensador, sem ser estritamente… Continue lendo “Cioran entre filosofia e poesia: ambivalência, hibridismo, temeridade” – Rodrigo MENEZES

Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 2] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, "Uma juventude entre desespero e fervor político", Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 2] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [I] – Rodrigo MENEZES

FIORE, Vincenzo. Emil Cioran. La filosofia come de-fascinazione e la scrittura come terapia. Piazza Armerina/Enna: Nulla Die, 2018, 187 pp. A Itália é um dos países mais produtivos, atualmente, no que se refere à fortuna crítica cioraniana. Todo ano são publicados novos estudos, produções acadêmicas e editoriais, além de correspondências epistolares inéditas do próprio Cioran.[1]… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [I] – Rodrigo MENEZES

“Kierkegaard, precursor do Antifilósofo cioraniano” – Rodrigo MENEZES

O prefácio de O Desespero Humano (1849) é bastante elucidativo da problemática existencial -- e religiosa -- colocada pelo pensamento kierkegaardiano, e também da sua divisa intelectual existencial-religiosa em oposição ao "totalitarismo" racionalista do Espírito absoluto hegeliano. "O professor, o mestre de estudos, o estudante e enfim o filósofo, amador ou formado não ficam na… Continue lendo “Kierkegaard, precursor do Antifilósofo cioraniano” – Rodrigo MENEZES

“O Homem-Massa e o Homem-Fragmento. Cioran em diálogo com Ortega y Gasset” – Rodrigo Menezes

O experimento homem fracassou. Encontra-se em um beco sem saída, enquanto que um não‑homem é mais: uma possibilidade.Olha fixamente nos olhos de um «semelhante»: que te leva a crer que não podes esperar mais nada? Todo homem é muito pouco…CIORAN, Amurgul gândurilor O seu lote foi o de realizar-se pela metade. Tudo nele era truncado; seu jeito de… Continue lendo “O Homem-Massa e o Homem-Fragmento. Cioran em diálogo com Ortega y Gasset” – Rodrigo Menezes

Cahier de Talamanca, o caderno de Cioran escrito em Ibiza

Cioran tinha três pátrias: a da sua infância, a Romênia, a da sua língua, a França, e a da sua alma, a Espanha. Tornado por força de uma lucidez devastadora digno desse século das Luzes que ele amava tanto, ele permaneceu todavia sempre próximo do país cujos êxtases místicos e a noção de desengaño haviam… Continue lendo Cahier de Talamanca, o caderno de Cioran escrito em Ibiza