Cioran, um autor para crentes e descrentes, místicos e niilistas, para “os que creem em tudo e os que não creem em nada”: uma antologia

Uma seleção de aforismos e fragmentos que ilustram a dualidade fundamental do pensamento de Cioran, dividido (e indeciso), como um "Hamlet" balcânico, entre o Absoluto e a existência, Deus e o Nada, a necessidade de salvação ou délivrance (libertação) e a "tentação de existir". Numa passagem d'O Livro das ilusões, incluída nesta antologia, o jovem… Continue lendo Cioran, um autor para crentes e descrentes, místicos e niilistas, para “os que creem em tudo e os que não creem em nada”: uma antologia

“Cioran: ilusões, essências, desilusões” – Rodrigo MENEZES

Enquanto permanece enfeitiçado e apaixonado pelas Ilusões em sua juventude, Cioran evoca, em oposição àquelas, as Essências, dando indícios de querer pensar metafisicamente uma Alma imortal (substancial, essencial, “divina”), assim como "Deus", "eternidade", "absoluto". A oposição platônica entre Ilusões e Essências, no Livro das Ilusões, revela um Cioran ainda incapaz de tirar as últimas consequências… Continue lendo “Cioran: ilusões, essências, desilusões” – Rodrigo MENEZES

“Obsessão do Essencial”: navegação temerária, naufrágios e horizontes de libertação em Cioran – Rodrigo Menezes

"E il naufragar m'è dolce in questo mare"LEOPARDI, "L'Infinito" Para dar voz às suas experiências capitais e “obsessões essenciais”, Cioran amiúde recorre a metáforas teológicas e mitológicas, a uma linguagem metafísica, religiosa e/ou mística: “o mau demiurgo”, “a Criação fracassada”,[1] “Queda” (no tempo, do tempo), “despertar” (éveil), “nostalgia” (de um “Paraíso” ou Absoluto perdido[2]), “dilaceração”,… Continue lendo “Obsessão do Essencial”: navegação temerária, naufrágios e horizontes de libertação em Cioran – Rodrigo Menezes

“Paleontologia”, de Cioran: uma meditação ascética sobre a carne e o esqueleto – Rodrigo Menezes

Paléontologie [Paleontologia] é um importante texto no conjunto da obra de Cioran, tanto pelo recorte temático quanto por sua peculiaridade estilística. O ensaio faz parte de Le mauvais démiurge (1969), o sexto livro escrito pelo pensador romeno em língua francesa (ainda inédito em língua portuguesa). Le mauvais démiurge é o quarto livro consecutivo de Cioran… Continue lendo “Paleontologia”, de Cioran: uma meditação ascética sobre a carne e o esqueleto – Rodrigo Menezes

« Paléontologie », de Le Mauvais Démiurge (1969): leitura comentada – Rodrigo Menezes

Live tertúlia no YouTube sobre um importantíssimo ensaio deste livro ainda inédito em língua portuguesa, Le mauvais démiurge (1969). Data: 27/11/2021Horário: 19h00 (BRA) O Caderno de Talamanca, escrito em 1966 durante uma temporada de férias na Espanha, antecipa algumas das ideias de Le mauvais démiurge e, particularmente, de "Paleontologia": "Redenção: pelo conhecimento, pela ultrapassagem do… Continue lendo « Paléontologie », de Le Mauvais Démiurge (1969): leitura comentada – Rodrigo Menezes

“Cioran, el último gnóstico” – Fernando SAVATER

Voy a revelarles un secreto: como tantas otras cosas buenas de las que disfrutan en la actualidad, los españoles le deben las traducciones de E. M. Cioran a… a Franco. Por lo menos las mías, que a falta de otro mérito tienen el de ser las primeras que pudieron comprarse en nuestras librerías. Si la… Continue lendo “Cioran, el último gnóstico” – Fernando SAVATER

“Paleontologia” (E.M. Cioran)

Bendito aquele tempo em que os solitários podiam explorar seus abismos sem parecerem obsessos, dementes. Seu desequilíbrio não estava afetado por um coeficiente negativo, como é o nosso caso. Sacrificavam dez, vinte anos, toda uma vida, por um pressentimento, por um relâmpago de absoluto. A palavra “profundidade” só tem sentido se aplicada às épocas em… Continue lendo “Paleontologia” (E.M. Cioran)

“O macabro e o sublime na foto-grafia de Joel-Peter Witkin” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

"Apesar de sua precariedade, estamos tão apegados a esse tempo que, para afastarnos dele, seria preciso mais do que uma alteração de nossos hábitos: teria que ocorrer uma lesão no espírito, uma rachadura no eu, por onde pudéssemos entrever o indestrutível e alcançá-lo, graça concedida apenas a alguns condenados como recompensa ao fato de haver… Continue lendo “O macabro e o sublime na foto-grafia de Joel-Peter Witkin” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Resenha: “Le Mauvais Démiurge” (1969), de Emil Cioran – Rodrigo MENEZES

A liberdade é, para mim, o direito de ser herético. Eu não poderia viver num estado no qual vigora uma filosofia oficial; porque sou, por temperamento, um herético, e por isso mesmo um apóstata. A liberdade representa para mim não apenas a possibilidade de pensar diferentemente em relação aos outros, mas também de viver as… Continue lendo Resenha: “Le Mauvais Démiurge” (1969), de Emil Cioran – Rodrigo MENEZES