“A Ficção Cética” – Gustavo BERNARDO

Annablume, 2004 Dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum, disse René Descartes, mostrando que pensar é a mesma coisa que duvidar. O ensaio A ficção cética parte dessa sentença para discutir a presença do ceticismo na literatura, entendendo-o constitutivo e essencial. A discussão interessa àqueles que estudam Literatura, Filosofia, História e Comunicação, mas também… Continue lendo “A Ficção Cética” – Gustavo BERNARDO

“En las margenes del ser (a propósito de Liliana Herrera)” (Alfredo Abad)

De su presencia perdida se pueden evocar recuerdos y sentidos que no la alcanzan, no la suplen. Sin embargo, se lucha también por contradecir esta condición, porque de quienes desaparecen se conservan justamente sus rasgos, sus particularidades, rememorándolos y accediendo a su legado. Ambigua experiencia. Sí, y no hubiese sido tan ajena a la singular… Continue lendo “En las margenes del ser (a propósito de Liliana Herrera)” (Alfredo Abad)

“O Esteta Hagiógrafo” (E.M. Cioran)

Não é um sinal de bênção haver estado obcecado pela existência dos santos. Mistura-se a esta obsessão um gosto pelas enfermidades e uma avidez de depravações. Só nos inquietamos pela santidade se tivermos sido decepcionados pelos paradoxos terrestres; buscam-se então outros, de teor mais estranho, impregnados de perfumes e de verdades desconhecidos; confia-se em loucuras… Continue lendo “O Esteta Hagiógrafo” (E.M. Cioran)

“Variaciones” (M. Liliana Herrera A.)

In: HERRERA A., María Liliana; ABAD T., Alfredo A. (orgs.), Cioran en perspectivas. Pereira: Universidad Tecnológica de Pereira, 2009. p. 170-192. De la naturaleza esencialmente paradójica de la obra de Cioran surge ante la mirada de sus estudiosos una variedad de temas que están determinados también por la formación intelectual e intereses de cada uno… Continue lendo “Variaciones” (M. Liliana Herrera A.)

“O louco razoável de Chesterton” – Paulo A. G. de SOUZA

Folha de S. Paulo, Caderno Mais!, 13 de fevereiro 1994 Em artigo intitulado "Chesterton suspende crença na sanidade" (Folha, 26 de janeiro), Marcelo Coelho, ao comentar os paradoxos de Chesterton, confunde dois sentidos do termo "paradoxo" e, com isso, torna sua análise obscura. Pois veja: Quando Chesterton, segundo Marcelo Coelho, nega a crença de que… Continue lendo “O louco razoável de Chesterton” – Paulo A. G. de SOUZA

Estar com a verdade… contra ela – CIORAN

Quem refletiu muito sobre a eternidade, a morte, a vida, o tempo e o sofrimento, é impossível que tenha um sentimento definido, uma visão precisa e uma convicção determinada sobre todas essas coisas. Só têm um sentimento definido da morte os que a pensaram e sentiram pela metade; não se pode ter uma visão precisa… Continue lendo Estar com a verdade… contra ela – CIORAN

Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 4] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A ideia do suicídio e a escritura filosófica como auto-análise Perguntam-me: “Você está trabalhando? – Sim, num artigo sobre o suicídio.” – Minha resposta tira das pessoas a vontade de saber mais.[1] Trata-se, por fim, do último desafio da lucidez: a permanência e a perseverança na vida quando esta é entendida como um “estado de… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 4] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“A alegria da confusão total” – CIORAN

Alegremo-nos de que na confusão possamos alcançar a totalidade, de que possamos atualizar, em um instante, todos os planos espirituais e todas as divergências. Os estados de admirável confusão interna, que não implicam em absoluto a confusão das ideias, estão mais próximos de nosso centro subjetivo do que todas as mudanças de planos nas quais… Continue lendo “A alegria da confusão total” – CIORAN

“Elogio da mosca” – Luciano de Samósata

(n.t.), ano VIII, vol. 1, junho/2017 O TEXTO: Os estudiosos da obra de Luciano e do movimento retórico- filosófico do qual ele participara, a Segunda Sofística, costumam classificar o Elogio da Mosca como um elogio paradoxal. Trata-se de um desafio retórico (havia concursos voltados a esse tipo de texto) cujo intuito é pegar um objeto… Continue lendo “Elogio da mosca” – Luciano de Samósata

Ceticismo e mística (Cioran)

Nada mais fácil do que desembaraçar-se da herança filosófica, pois as raízes da filosofia se detém em nossas incertezas, enquanto que as da santidade superam em profundidade o próprio sofrimento. A coragem suprema da filosofia é o ceticismo. Para além dele, não reconhece senão o caos. Um filósofo só pode evitar a mediocridade mediante o… Continue lendo Ceticismo e mística (Cioran)