Cioran & Parmênides – Clément ROSSET

A Deusa de Parmênides faz do homem faz do homem um condenado à realidade, e um condenado inapelável, pois não existe nenhum tribunal habilitado para conhecer suas petições ou admoestações. O que existe é, de um lado, irrefutável em si e, de outro, refuta tudo o que seria outro: não há nenhum halo de alteridade… Continue lendo Cioran & Parmênides – Clément ROSSET

“A força maior” – Clément ROSSET

"Os deuses ocultaram o que faz viver os homens." Hesíodo UMA DAS MARCAS mais seguras da alegria é, para empregar um qualitativo com ressonâncias desagradáveis sob vários aspectos, seu caráter totalitário. O regime da alegria é o do tudo ou nada: não há alegria senão total ou nula (e acrescentarei, antecipando o que virá a… Continue lendo “A força maior” – Clément ROSSET

“Mas, Cioran, atman ou anatman? Eis a questão…” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

"A vida é o lugar de minhas paixões: tudo o que arranco da indiferença, restituo-lhe quase imediatamente. Não é esse o procedimento dos santos: escolhem de uma vez por todas. Vivo para desprender-me de tudo o que amo; eles, para embevecer-se com um só objeto; eu saboreio a eternidade, eles se abismam nela." Breviário de… Continue lendo “Mas, Cioran, atman ou anatman? Eis a questão…” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O reinado do falso Nietzsche” (Clément Rosset)

FOLHA DE S. PAULO, 8 de junho de 2003 Há muito poucos filósofos por século; teríamos dificuldade de encontrar mais de 20 desde Parmênides: no que se refere ao século 20, conheço apenas dois, Bergson e Wittgenstein 1. Nietzsche, sem hesitação. Sem as leituras de Nietzsche, particularmente "O Nascimento da Tragédia", por volta dos 18 anos,… Continue lendo “O reinado do falso Nietzsche” (Clément Rosset)