“Aprimoramento do ser humano: notas filosóficas sobre o problema da diferença antropológica” – Peter SLOTERDIJK

A antropologia filosófica também nos ensinou que o ser humano é exatamente aquele ser que não possui atributos além daqueles que ele mesmo se atribui. O conceito da atropotécnica não designa outra coisa senão o fato de que nenhum homo sapiens caiu do céu, que essa criatura só pode ser obtida por meio de efeitos… Continue lendo “Aprimoramento do ser humano: notas filosóficas sobre o problema da diferença antropológica” – Peter SLOTERDIJK

“O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

Hegel é meu exato oposto. Hegel é impensável para mim, por mais que eu reconheça sua importância. Mas isso é outra estória. Tenho um amigo na Romênia, um especialista no pensamento de Hegel [Constantin Noica], que não consegue ler minhas coisas, que não me leva a sério. Não obstante, muito embora tivesse uma mentalidade totalmente… Continue lendo “O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

“O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

Se nos buscamos fora de nós mesmos, encontraremos a catástrofe, erótica ou ideológica. Deve ser por isso que Ralph Waldo Emerson, em seu fundamental ensaio “Self-reliance” [Autodependência] (1840), observou que “viajar é o paraíso dos tolos”. [...] Buscar Deus fora do eu é cortejar os desastres do dogma, a corrupção institucional, a malfeitoria histórica e a crueldade.Harold BLOOM,… Continue lendo “O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

“Pensar contra si próprio” – E.M. Cioran

Um requisitório contra o otimismo new age, a cultura da autoajuda e suas receitas de felicidade, o dogmatismo indulgente e pernicioso ao quais nem os filósofos saberiam escapar: "Pensar contra si próprio" é o texto de abertura de A tentação de existir (1956), o terceiro livro de Cioran em língua francesa após o fiasco de… Continue lendo “Pensar contra si próprio” – E.M. Cioran

“Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Inácio R. Sá Menezes

Clément Rosset critica Georges Bataille, em sua Lógica do pior (1971), por supostamente mistificar o saber trágico e a consciência trágica, dando a entender que seriam o apanágio de um seleto grupo de intelectuais iluminados (a começar por Bataille, provoca Rosset), graças a um suposto "despertar" espiritual que nem todos os mortais podem ter. Esta… Continue lendo “Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Inácio R. Sá Menezes

Impérios decadentes como metáforas da Criação-Queda e o acosmismo gnóstico – Peter SLOTERDIJK

Apenas agora podemos perguntar pelas "origens" da gnose na história da religião e pelas condições psico-históricas de sua emergência. Qual, então, é o suposto anuviamento dos sentimentos de vida naquela "era do medo" da Antiguidade tardia? Por que surgiram aqueles boatos da alegre piedade cosmológica helênica que, de repente, teria se transformado em um desespero… Continue lendo Impérios decadentes como metáforas da Criação-Queda e o acosmismo gnóstico – Peter SLOTERDIJK

Humanismo demi̼rgico РPeter SLOTERDIJK

A doença deve ter sido a razão últimaDe todo ímpeto de criação;Criando pude curar,Criando me curei.HEINE, H. Schõpfungslieder. Ao renascimento do indivíduo corresponde uma recriação do mundo. Assim como a psicoterapia moderna levou oculta ou abertamente a uma grande repetição de motivos gnósticos, a estética moderna também teve que interferir de maneira nova no conflito… Continue lendo Humanismo demiúrgico – Peter SLOTERDIJK

Salvador Dalí e a Antropologia da Excentricidade, segundo Sloterdijk

A julgar pela antropologia filosófica da excentricidade elaborada por Peter Sloterdijk, a partir dos estudos de Helmut Plessner, no início do século XX, Salvador Dalí não é o perfeito excêntrico por se comportar e agir de modo bizarro e nada convencional, contra os costumes, como uma exceção à regra. De acordo com a antropologia da… Continue lendo Salvador Dalí e a Antropologia da Excentricidade, segundo Sloterdijk

Pós-Metafísica, Pós-Modernidade, Pós-História, Pós-Humanismo: em diálogo com Kerstin Borchhardt sobre a recepção cioraniana de Nietzsche

Portal E.M. Cioran Brasil, 7 de junho de 2021[1] Kerstin BORCHHARDT é filósofa e historiadora da arte, doutora em História da Arte pela Universidade Friedrich-Schiller, em Iena, onde obteve bolsas de estudo de importantes instituições como Studienstiftung des deutschen Volkes, Gerda Henkel Stiftung e Fritz Thyssen Stiftung. Lecionou na Universidade de Erfurt de 2013 a… Continue lendo Pós-Metafísica, Pós-Modernidade, Pós-História, Pós-Humanismo: em diálogo com Kerstin Borchhardt sobre a recepção cioraniana de Nietzsche

Obsolescência Humana Programada, o Crepúsculo da Inteligência e a Espiritualidade das Máquinas – Peter SLOTERDIJK

Fica subentendido que, dentro do esquema clássico das transações entre Deus, alma e mundo, nenhuma inteligência adicional pode entrar no mundo: e isso parece ser desnecessário, pois o Deus da criação ou da natureza já lhe concedeu tanta ordem de sua riqueza insuperável quanto a criação precisa para seu sustento. Nem mesmo o ser humano… Continue lendo Obsolescência Humana Programada, o Crepúsculo da Inteligência e a Espiritualidade das Máquinas – Peter SLOTERDIJK