“John Gray e o equívoco do gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

Em A alma da marionete (The Soul of the Marionette, 2015), John Gray dava indícios de compreender equivocadamente o assim-chamado "gnosticismo": a gnose da heresia gnóstica surgida no cristianismo primitivo, nos primeiros séculos da nossa era, e ressurgida na Idade Média, entre os cátaros e outros grupos religiosos sectários. Ele escreve: Hoje em dia, muitas… Continue lendo “John Gray e o equívoco do gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

“«O despertar da consciência e o cansaço de se estar desperto»: Cioran e a Era do Eixo (Jaspers)” – Rodrigo MENEZES

Segundo Peter, Sloterdijk, Cioran teria sido “o primeiro a realizar o que Nietzsche tinha querido desmascarar como se tivesse existido desde sempre: uma filosofia do puro ressentimento.”[1] Ele tem em mente o motivo cioraniano do mécontentement (Rosset), a insatisfação total (“e não há insatisfação profunda que não seja de natureza religiosa”, pensa Cioran), de onde… Continue lendo “«O despertar da consciência e o cansaço de se estar desperto»: Cioran e a Era do Eixo (Jaspers)” – Rodrigo MENEZES

Conférence-débat avec Peter Sloterdijk : “Nach Gott – Après Dieu”

https://www.youtube.com/watch?v=JADpqX2m9K0 Le 28 novembre 2017, à la Maison Heinrich Heine Conférence-débat avec Peter Sloterdijk et Manfred Osten

Deus e os robôs: como a Inteligência artificial pode transformar a religião

Precisamos realmente nos ocupar com a sugestão de que os inventores da inteligência artificial teriam ocupado a posição vacante do Deus criador? Que, por isso, deveriam contar com a rebelião de suas criaturas? Existe um pecado original das máquinas? As máquinas devem crer em seu humano, ou haverá um a-humanismo dos robôs?Peter Sloterdijk, Pós-Deus https://www.youtube.com/watch?v=X5-RsaGGs5U… Continue lendo Deus e os robôs: como a Inteligência artificial pode transformar a religião

“Aprimoramento do ser humano: notas filosóficas sobre o problema da diferença antropológica” – Peter SLOTERDIJK

A antropologia filosófica também nos ensinou que o ser humano é exatamente aquele ser que não possui atributos além daqueles que ele mesmo se atribui. O conceito da antropotécnica não designa outra coisa senão o fato de que nenhum homo sapiens caiu do céu, que essa criatura só pode ser obtida por meio de efeitos… Continue lendo “Aprimoramento do ser humano: notas filosóficas sobre o problema da diferença antropológica” – Peter SLOTERDIJK

“O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

Hegel é meu exato oposto. Hegel é impensável para mim, por mais que eu reconheça sua importância. Mas isso é outra estória. Tenho um amigo na Romênia, um especialista no pensamento de Hegel [Constantin Noica], que não consegue ler minhas coisas, que não me leva a sério. Não obstante, muito embora tivesse uma mentalidade totalmente… Continue lendo “O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

“O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

Se nos buscamos fora de nós mesmos, encontraremos a catástrofe, erótica ou ideológica. Deve ser por isso que Ralph Waldo Emerson, em seu fundamental ensaio “Self-reliance” [Autodependência] (1840), observou que “viajar é o paraíso dos tolos”. [...] Buscar Deus fora do eu é cortejar os desastres do dogma, a corrupção institucional, a malfeitoria histórica e a crueldade.Harold BLOOM,… Continue lendo “O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

“Pensar contra si próprio” – CIORAN

Um requisitório contra o otimismo new age, a cultura da autoajuda e suas receitas de felicidade, mas também contra a Teosofia e o Tradicionalismo, dogmatismos perniciosos que se inspiram em supostos mistérios, em supostas "verdades perenes". "Pensar contra si próprio" é o texto de abertura de A tentação de existir (1956), o terceiro livro de… Continue lendo “Pensar contra si próprio” – CIORAN

“Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Menezes

Clément Rosset critica Georges Bataille, em sua Lógica do pior (1971), por supostamente mistificar o saber trágico e a consciência trágica, dando a entender que seriam o apanágio de um seleto grupo de intelectuais iluminados (a começar por Bataille, provoca Rosset), graças a um suposto "despertar" espiritual que nem todos os mortais podem ter. Esta… Continue lendo “Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Menezes

Impérios decadentes como metáforas da Criação-Queda e o acosmismo gnóstico – Peter SLOTERDIJK

Apenas agora podemos perguntar pelas "origens" da gnose na história da religião e pelas condições psico-históricas de sua emergência. Qual, então, é o suposto anuviamento dos sentimentos de vida naquela "era do medo" da Antiguidade tardia? Por que surgiram aqueles boatos da alegre piedade cosmológica helênica que, de repente, teria se transformado em um desespero… Continue lendo Impérios decadentes como metáforas da Criação-Queda e o acosmismo gnóstico – Peter SLOTERDIJK