“«Dialética da indolência»: heresia e idiotismo contra a tirania da positividade tóxica” – Rodrigo Menezes

Quis suprimir em mim as razões que os homens invocam para existir e para agir. Quis tornar-me indizivelmente normal – e eis-me aqui, no embrutecimento, no mesmo plano que os idiotas e tão vazio como eles.CIORAN, Breviário de decomposição, p. 62 Ser mais inutilizável que um santo...CIORAN, Silogismos da amargura, p. 75 Cioran e Byung-Chul… Continue lendo “«Dialética da indolência»: heresia e idiotismo contra a tirania da positividade tóxica” – Rodrigo Menezes

Manuais de anti-ajuda: Byung-Chul Han & Emil Cioran, críticos da positividade tóxica

Se, na Idade Teológica, ser humano significava adorar a Deus (Jesus), se ser virtuoso significava ser um cristão de fidelidade a toda prova (um santo) e ser mau significava ser herege (uma feiticeira), na Idade da Razão ser verdadeiramente humano significa adorar a Ciência (a Tecnologia, o Progresso), ser virtuoso significa gozar boa saúde (ser… Continue lendo Manuais de anti-ajuda: Byung-Chul Han & Emil Cioran, críticos da positividade tóxica

Lucidez, “Traumaturgia” & Poética do Fracasso: Cioran, anti-Koons

"Se eu leio um livro e ele torna o meu corpo tão frio que fogo nenhum poderia esquentá-lo, sei que isso é poesia", escreveu Emily Dickinson, a poeta predileta de Cioran. O autoproclamado "Parasita dos Poetas", por sua vez, escreveu que "um livro deve cutucar as feridas", "um livro ser um perigo". O que é… Continue lendo Lucidez, “Traumaturgia” & Poética do Fracasso: Cioran, anti-Koons

Jeff Koons, Anti-Cioran

Um ser sem duplicidade não possui profundidade e mistério; não esconde nada. Só a impureza é sinal de realidade. E se os santos não são inteiramente desprovidos de interesse, é que sua sublimidade mistura-se ao romance e sua eternidade presta-se à biografia; suas vidas indicam que abandonaram o mundo por um gênero suscetível de cativar-nos… Continue lendo Jeff Koons, Anti-Cioran