“Uma breve história do tempo verdadeiro” – Peter SLOTERDIJK

Segundo uma palavra de Adolf von Harnack, a gnose significa a helenização aguda do cristianismo. Isso continuaria sendo uma observação profunda, mesmo se conseguissem comprovar as hipóteses da origem não cristã da gnose. Pois independentemente de onde a gnose possa ter surgido — no judaísmo herético-apocalíptico, no dualismo iraniano, num platonismo orientalizado, na hermética ou… Continue lendo “Uma breve história do tempo verdadeiro” – Peter SLOTERDIJK

Cioran e o sonho ridículo de “recomeçar o Conhecimento”: uma questão de vida ou morte (e uma causa perdida de antemão)

Um livro de Cioran muito importante, parte integrante da sua produção francesa intermediária, é La chute dans le temps (1964). À diferença dos demais, talvez a maioria deles, pelos quais Cioran tornar-se-ia conhecido como um mestre do aforismo, do estilo aforismático (conciso, lapidar, epigramático), este é um livro de ensaios (essais), textos dissertativos (ou, melhor… Continue lendo Cioran e o sonho ridículo de “recomeçar o Conhecimento”: uma questão de vida ou morte (e uma causa perdida de antemão)

“Dios: ausencia y barbarie” (Liliana Herrera)

Espacio M. Liliana Herrera A. 🇨🇴

NOVUM, Revista de Ciencias Sociales Aplicadas de la Facultad de Administración de la Universidad Nacional de Colombia, vo. 4, nr. 9, 1992.

Introducción a una investigación sobre “Caída y Civilización”. Se elaboró como parte de la conceptualización para el proyecto: “Alternativa cultural para el fenómeno de la Droga en Manizales”.

Hice bien en dejarme llevar por la gran ola divina (…). No me ha salvado ni de la muerte, ni del mal, ni del crimen, pues gracias a ellos nos salvamos. Me ha salvado tan sólo de la felicidad.

M. Yourcenar

Casi con acierto podemos iniciar nuestro ensayo con una cita de Steiner que da cuenta de nuestras inquietudes respecto al problema de la decadencia de la cultura entendida desde una perspectiva metafísica de doble movimiento por la cual los procesos de modernización constituyen el elemento mediador con el que queremos sostener, al tenor de Cioran, la devastación espiritual…

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Sobre Intuições, Pessimismos e Rótulos: a propósito de Bergson & Cioran

Schopenhauer afirmou que "ler significa pensar com uma cabeça alheia, em vez de pensar com a própria." No fundo, pensa o filósofo alemão, "apenas os pensamentos próprios são verdadeiros e têm vida, pois somente eles são entendidos de modo autêntico e completo. [...] Quem pensa por si mesmo só chega a conhecer as autoridades que… Continue lendo Sobre Intuições, Pessimismos e Rótulos: a propósito de Bergson & Cioran

“A árvore da vida” (E.M. Cioran)

NÃO É BOM que o homem se lembre a cada instante de que é homem. Debruçar-se sobre si já é um mal; debruçar-se sobre a espécie, com o zelo de um obsesso, é ainda pior: é dar às misérias arbitrárias da introspecção um fundamento objetivo e uma justificação filosófica. Enquanto se tritura seu eu, tem-se… Continue lendo “A árvore da vida” (E.M. Cioran)

“O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

A atitude gnóstica constitui, com efeito, a chave de uma obra representativa das tendências contraditórias deste século: niilismo, angelismo, revolta e fatalismo. Mais precisamente, ela nos fornece a resposta a esta questão que não falha em colocar-se a propósito de Cioran: como o niilismo é compatível com uma criação literária? O ato literário em si… Continue lendo “O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

“Cioran, entre filosofia e poesia: ambivalência, hibridismo, temeridade” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

"Já que tudo o que se concebeu e empreendeu dede Adão é ou suspeito ou perigoso ou inútil, que fazer? Dessolidarizar-se da espécie? Seria esquecer que nunca se é homem tanto como quando se lamenta sê-lo." (La chute dans le temps) O "pecado original" de Cioran é ser demasiado filósofo, pensador. Corrijo-me: é não ser… Continue lendo “Cioran, entre filosofia e poesia: ambivalência, hibridismo, temeridade” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A grande tentação (Emil Cioran)

A perda da consciência de ser criatura: odiamos tudo o que é ser; deixamos de ser solidários com todas as criaturas junto às quais uma vez ornamentamos o paraíso. Quando odiamos os animais, odiamos a base de nossa vida. Queremos escapar totalmente da ordem das criaturas. Por que então, quando nos abandona a sensação de… Continue lendo A grande tentação (Emil Cioran)

“O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

As nossas fontes gnósticas, por mais distantes que pareçam, não deixam de inspirar ainda a nossa literatura. Menos de uma maneira direta (poucos escritores de fato conhecem esse período da nossa história reservado aos eruditos) quanto de maneira inconsciente. Eu não falo de uma referência histórica, mas de uma impregnação da sensibilidade por toda uma… Continue lendo “O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O animal enfermo como hipótese de uma antropologia negativa segundo Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

César Batista da Silva, Nilo; Venturini, Andrei (orgs.), O que é o homem? Ensaios de antropologia filosófica. Editora CRV: Curitiba, 2018, p.  61-96. [+] A guisa de introdução Emil Cioran nos legou uma obra impactante como poucas no século XX. Seu pensamento visceral e abismal, no limite inclassificável, configura-se como uma soma de atitudes em… Continue lendo “O animal enfermo como hipótese de uma antropologia negativa segundo Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)