“Melancolia e petrificação” – Fernando VIDAL

A figura da petrificação nos fornece uma chave. Em La Rochefoucauld, por exemplo, o movimento perpĂ©tuo e a reviravolta vertiginosa das mĂĄxinas coexistem com uma “consciĂȘncia imobilizante [
] que petrifica o que ela contempla”. No plano pictĂłrico e literĂĄrio, a paralisia interna e a incapacidade de agir, tĂ­picas da vivĂȘncia melancĂłlica, foram simbolizadas pela escultura… Continue lendo “Melancolia e petrificação” – Fernando VIDAL

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“Saturnine Constellations: Melancholy in Literary History and in the Works of Baudelaire and Benjamin” – Kevin GODBOUT

A thesis submitted in partial fulfillment of the requirements for the Doctor of Philosophy degree in Comparative Literature, 2016. Supervisor: Călin Mihăilescu, The University of Western Ontario Abstract: Aristotle famously asked the question: why are extraordinary people so often melancholics? “Problem XXX,” written by Aristotle or one of his disciples, speculates that black bile, the… Continue lendo “Saturnine Constellations: Melancholy in Literary History and in the Works of Baudelaire and Benjamin” – Kevin GODBOUT

“Melancolia, uma constante ocidental?” – Luiz Costa Lima

Primeira parte: esboço de uma histĂłria multissecular A intuição ordinĂĄria declara: porque nĂŁo somos bastante espertos, costuma haver um descompasso entre o tempo em que deveria realizar-se uma certa experiĂȘncia e seu efetivo cumprimento. Dito de maneira mais precisa: o mecanismo da vida humana costuma supor o desacerto entre a meta e o tempo de… Continue lendo “Melancolia, uma constante ocidental?” – Luiz Costa Lima

Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poéticas do grotesco

Segundo o tradutor PĂ©ricles EugĂȘnio da Silva Ramos, o princĂ­pio da intensidade desempenha um papel fundamental na poĂ©tica de John Keats (1795-1821). Em 21 de dezembro de 1817, o poeta inglĂȘs escreveria, em carta ao irmĂŁo George, que "a excelĂȘncia de toda arte estĂĄ em sua intensidade, capaz de fazer o desagradĂĄvel ('all desagreeables') evaporar… Continue lendo Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poĂ©ticas do grotesco

“O pecado de acedia” (Jean Starobinski)

O mĂ©dico antigo trata da “paixĂŁo” do corpo; o filĂłsofo se aplica em curar as “doenças” da alma. As analogias sĂŁo grandes e justificam as confusĂ”es, voluntĂĄrias ou nĂŁo, do vocabulĂĄrio. De onde quer que venha, a tristeza depressiva exige uma medicação, pela palavra, pela droga, pelo regime diĂĄrio. No mundo cristĂŁo torna-se infinitamente mais… Continue lendo “O pecado de acedia” (Jean Starobinski)