“A revolta dos dândis” – Albert CAMUS

Mas ainda é a hora dos homens de letras. O romantismo, com sua revolta luciferina, só servirá realmente às aventuras da imaginação. Como Sade, ele se separará da revolta da antiguidade pela preferência dada ao mal e ao indivíduo. Ao ressaltar seus poderes de desafio e de recusa, a revolta nesse estágio esquece seu conteúdo… Continue lendo “A revolta dos dândis” – Albert CAMUS

“O Esquecimento, a Desrazão” – Maurice BLANCHOT

A RELAÇÃO DO DESEJO com o esquecimento como aquilo que se inscreve previamente fora da memória, relação com aquilo de que não pode haver recordação e que sempre precede, apaga a experiência de um traço, esse movimento que se exclui e que, por essa exclusão, se designa como exterior a si próprio, requer assim uma… Continue lendo “O Esquecimento, a Desrazão” – Maurice BLANCHOT

“Schopenhauer: o mundo como tribunal” – Susan NEIMAN

Considerem Schopenhauer um ponto de exclamação. Ele estava fora de sintonia com sua época, um século que via esforçando-se para se livrar de Kant e brindar à saúde de Leibniz (Schopenhauer 1:510). Kant deu expressão metafísica à crise e à fratura. Aqueles que o sucederam buscaram curá-la. Velhos modelos de Providência eram incapazes de sobreviver… Continue lendo “Schopenhauer: o mundo como tribunal” – Susan NEIMAN

“O Marquês de Sade e a sombria divindade da Natureza” – John GRAY

"Arrogante, colérico, irascível, em tudo radical, com uma imaginação dissoluta como nunca se viu, ateu até o fanatismo, em suma este sou eu, e que me aceitem como sou, pois não mudarei."' Essa autodescrição fornece um perfil admiravelmente preciso do marquês de Sade. Eternamente associado à crueldade — a expressão "sadismo" foi cunhada no fim… Continue lendo “O Marquês de Sade e a sombria divindade da Natureza” – John GRAY

“No segredo dos moralistas” – E.M. CIORAN

Quando enchemos todo o universo de tristeza, só nos resta, para reavivar o espírito, a alegria, a rara, a fulgurante alegria; e é quando já não esperamos mais que sofremos a fascinação da esperança: a Vida, presente oferecido aos vivos pelos obcecados da morte… Como a direção de nossos pensamentos não é a de nossos… Continue lendo “No segredo dos moralistas” – E.M. CIORAN

“Os defensores de Deus: Leibniz e Pope” (Susan Neiman)

Leibniz escreveu que todos condenam a opinião de Afonso de que o mundo poderia ser melhor. Juntava-se à condenação generalizada e se perguntava por que, apesar dela, o mundo dos filósofos e teólogos continha tantos Afonsos modernos. Pois qualquer um que pense que Deus poderia ter feito o mundo melhor e escolheu não o fazer… Continue lendo “Os defensores de Deus: Leibniz e Pope” (Susan Neiman)

“How different really are atheists and believers?” – Costica BRADATAN

The Washington Post, November 16, 2018 Costica Bradatan is a professor of humanities at Texas Tech University. He is the author, most recently, of “Dying for Ideas: The Dangerous Lives of the Philosophers.” ‘If you want to understand atheism and religion,” writes John Gray in his new book, “Seven Types of Atheism,” “you must forget… Continue lendo “How different really are atheists and believers?” – Costica BRADATAN

“Cioran: a reflection on decadence as a lifestyle” – Angelo MITCHIEVICI

DACOROMANIA LITTERARIA, IV, 2017, pp. 12–33 “All’s good if it’s excessive.”Pier Paolo Pasolini, Salò, or the 120 Days of Sodom I, the Decadent The term “decadence” generated ample debate during the nineteenth century among historians, philosophers, scholars and writers. Its derived term, decadentism – coined by the low-profile literary critic Anatole Baju and writ large… Continue lendo “Cioran: a reflection on decadence as a lifestyle” – Angelo MITCHIEVICI

“Nietzsche e as Artes do Intelecto, de José Thomaz Brum” (Paulo Jonas de Lima Piva)

Argumentos, ano 5, n. 9 - Fortaleza, jan./jun. 2013 Uma resenha sobre um livro pioneiro há tempos esgotado, feita para que ele seja mais do que lembrado, mas reeditado, cabe numa seção de resenhas de uma revista acadêmica de nível respeitável, a princípio destinada apenas para lançamentos? Inovemos se essa quebra de protocolo pode render… Continue lendo “Nietzsche e as Artes do Intelecto, de José Thomaz Brum” (Paulo Jonas de Lima Piva)

“Un caníbal en París” (Rafael Narbona)

El Cultural, España, 08/04/2011 Emile M. Cioran (Rasinari, Tansilvania, 1911-París, 1995) cultivó el desarraigo, el nihilismo, la desesperación y una autocomplaciente megalomanía: “Durante toda mi vida he alimentado la extraordinaria pretensión de ser el hombre más lúcido que he conocido”. Es imposible leer estas líneas y no recordar a Nietzsche, planteándose en Ecce Homo: “Por qué… Continue lendo “Un caníbal en París” (Rafael Narbona)