“O diabo tranquilizado” – CIORAN

Por que Deus é tão insípido, tão débil, tão mediocremente pitoresco? Por que carece de interesse, de vigor, de atualidade e parece-se tão pouco conosco? Existe uma imagem menos antropomórfica e mais gratuitamente longínqua? Como pudemos projetar sobre ele luzes tão pálidas e forças tão claudicantes? Para onde fluíram nossas energias, onde desaguaram nossos desejos?… Continue lendo “O diabo tranquilizado” – CIORAN

A diferença entre místicos e santos – CIORAN

A diferença entre místicos e santos. Os primeiros se limitam à visão interior; os últimos a realizam na prática. A santidade extrai as consequências da mística, especialmente as éticas. Um santo é um místico; um místico pode não ser um santo. A caridade não é necessariamente um atributo do místico; Sem ela, por outro lado,… Continue lendo A diferença entre místicos e santos – CIORAN

Crer ou não crer? Eis a falsa questão, segundo Cioran

Cioran manifestou, em mais de uma ocasião, a opinião de que esta pergunta, assim formulada, é no mínimo uma pergunta mal formulada, se não uma questão fundamentalmente falsa, pertencente à esfera desses preconceitos atávicos e debilitantes que constituem a mentalidade e a cultura de um povo, ou de toda uma civilização Não é fácil falar… Continue lendo Crer ou não crer? Eis a falsa questão, segundo Cioran

Santidade & Ceticismo: Modelos de Antinatureza, Duas Impossibilidades

Ser mais inutilizável que um santo…Silogismos da amargura O cético, para o grande desespero do demônio, é o homem inutilizável por excelência.La Chute dans le temps Uma boa maneira de entender o que muda no modo de pensar de Cioran, na transição entre a juventude nacionalista e a maturidade exilada, entre seus livros romenos e… Continue lendo Santidade & Ceticismo: Modelos de Antinatureza, Duas Impossibilidades

“A diferença entre místicos e santos” (Emil Cioran)

A diferença entre místicos e santos. Os primeiros se limitam à visão interior; os últimos a realizam na prática. A santidade extrai da mística suas consequências, especialmente as éticas. Um santo é um místico; um místico pode não ser um santo. A caridade não é necessariamente um atributo da mística; sem ela, contudo, não se… Continue lendo “A diferença entre místicos e santos” (Emil Cioran)

“Céu e higiene” — Breviário de Decomposição 7.0 🇧🇷

A santidade: fruto supremo da enfermidade; quando se está saudável, parece monstruosa, ininteligível e malsã ao mais alto grau. Mas basta que esse hamletismo automático chamado Neurose reclame seus direitos para que os céus tomem forma e constituam a moldura da inquietude. Defende-se da santidade se tratando: ela provém de uma sujeira particular do corpo […]… Continue lendo “Céu e higiene” — Breviário de Decomposição 7.0 ðŸ‡§ðŸ‡·

“O Esteta Hagiógrafo” (E.M. Cioran)

Não é um sinal de bênção haver estado obcecado pela existência dos santos. Mistura-se a esta obsessão um gosto pelas enfermidades e uma avidez de depravações. Só nos inquietamos pela santidade se tivermos sido decepcionados pelos paradoxos terrestres; buscam-se então outros, de teor mais estranho, impregnados de perfumes e de verdades desconhecidos; confia-se em loucuras… Continue lendo “O Esteta Hagiógrafo” (E.M. Cioran)

“À sombra das santas” (Emil Cioran)

À SOMBRA DAS SANTAS. Todos vivemos em verdades locais. Tudo o que pensamos é circunstancial. O pretexto define não só a qualidade do pensamento, mas também a do mundo; talvez sobretudo a do mundo. Pois não esquecemos que vivemos em um mundo de circunstância. Quantas vezes não somos tomados por um desejo violento de escapar… Continue lendo “À sombra das santas” (Emil Cioran)

O gosto das ilusões e o mais essencial (Emil Cioran)

O GOSTO DAS ILUSÕES. As essências são uma superstição do espírito filosófico. Não podes privar-te delas sem comprometer-te, embora todos queiram escapar de sua tirania. Ninguém sabe o que é o essencial, mas isso não é obstáculo para que um pressentimento se transforme em tirania. Mas supondo que soubéssemos o que seja o essencial, não… Continue lendo O gosto das ilusões e o mais essencial (Emil Cioran)

O Anarquista e o Cristão (Nietzsche)

Surpreende-se in flagranti a insalubridade dos meios cristãos, quando se compara o fim cristão com o fim do Código de Manu – quando se foca com luz forte a ingente contradição destes fins. O crítico do Cristianismo não pode poupar-se a torná-lo desprezível. Um código como o de Manu surge como todos os bons códigos:… Continue lendo O Anarquista e o Cristão (Nietzsche)