Cioran & Parmênides – Clément ROSSET

A Deusa de Parmênides faz do homem faz do homem um condenado à realidade, e um condenado inapelável, pois não existe nenhum tribunal habilitado para conhecer suas petições ou admoestações. O que existe é, de um lado, irrefutável em si e, de outro, refuta tudo o que seria outro: não há nenhum halo de alteridade… Continue lendo Cioran & Parmênides – Clément ROSSET

Ceticismo, Hamletismo, Diletantismo e Lucidez: o (des)pudor do “É”

https://www.youtube.com/watch?v=4pARcHxo5Aw Cioran faz o elogio do hamletismo e do diletantismo, atitudes percebidas positivamente como signos de sabedoria, de certa arte de viver. A conclusão da lucidez praticada e comunicada por Cioran, a partir de suas nuits blanches, é o hamletismo e o diletantismo como sabedoria. "Não operamos no É", sentencia o filósofo romeno.

“Virando as costas ao tempo” (E.M. Cioran)

Ontem, hoje, amanhã: categorias para uso de criados. Para o ocioso suntuosamente instalado no Desconsolo, e ao qual todo instante aflige, passado, presente e futuro são somente aparências variáveis do mesmo mal, idêntico em sua substância, inexorável em sua insinuação e monótono em sua persistência. E esse mal possui a mesma extensão do ser, é… Continue lendo “Virando as costas ao tempo” (E.M. Cioran)