Tédio como vazio de significado pessoal – Lars SVENDSEN

Beckett escolheu a distorção, isto é, a arte. A antítese que ele propõe entre isolamento honesto e sociabilidade desonesta e a inevitável falta de comunicação que resulta de ambas pode servir como definição de toda a sua obra. Como ele também diz: "Estamos sós. Não podemos conhecer e não podemos ser conhecidos." Todo gesto extrovertido… Continue lendo Tédio como vazio de significado pessoal – Lars SVENDSEN

Contra a Imagem – E.M. CIORAN

Um texto enigmático, ausente de todos os livros de Cioran, corresponde ao último título no índice da antologia editada por Esther Seligson, intelectual e tradutora mexicana, de origem judaica, que se tornaria uma correspondente epistolar e amiga de Cioran à distância. Contra la historia não é um título de Cioran (ainda que exprima bem a… Continue lendo Contra a Imagem – E.M. CIORAN

“O Silêncio que você é” – PAPAJI

“Não há salvação possível fora da imitação do silêncio. Mas nossa loquacidade é pré-natal. Raça de tagarelas, de espermatozoides verbosos, estamos quimicamente ligados à Palavra.”CIORAN https://www.youtube.com/watch?v=0Rq7-Upm6YY Papaji, ou Sri H.W.L. Poonja, (1910 - 1997), foi discipulo de Ramana Maharshi e mestre de Mooji. Ensinou a auto-inquirição (Atma-Vichara) que envolvia localizar o senso de "eu", focando apenas nisso, através de… Continue lendo “O Silêncio que você é” – PAPAJI

“Cioran: Trapista Negativo, ou a Desforra da Criatura Inconformada” – Rodrigo MENEZES

https://www.youtube.com/watch?v=XNwx4jU1DBE&t=1s Portal E.M. Cioran Brasil: 1 ano de (in)existência no YouTube... Mas, ironicamente, o vídeo mais visto não é sobre Cioran e não tem nada a ver com ele, diretamente. Die Grosse Stille (2005), de Philip Gröning, é um primoroso documentário alemão, de 3h de duração, quase todo em silêncio, que retrata a rotina do… Continue lendo “Cioran: Trapista Negativo, ou a Desforra da Criatura Inconformada” – Rodrigo MENEZES

“E. M. Cioran: seductor del silencio” – José Luis Álvarez LOPEZTELLO

In: ANALE SERIA DREPT, volumul XXVII (2018), Universitatea “Tibiscus” din Timișoara, Facultatea de drept și Administrație Publică Timișoara, Editura MIRTON, Timişoara, 2018. Abstract: In this writting I explore the attempt of mutism that is treated by Cioran throughout all his philosophical work, aspect wich always seduced him. In the same way, there are also shown… Continue lendo “E. M. Cioran: seductor del silencio” – José Luis Álvarez LOPEZTELLO

“Misticismo ateu” – John GRAY

"Tentarei de novo dizer o indizível, expressar com palavras pobres o que tenho de dar aos devotos infiéis do misticismo nominalista, do misticismo cético [...] O mundo não existe duas vezes. Nao existe um Deus separado do mundo, nem um mundo separado de Deus. Esta convicção tem sido chamada de panteísmo. [...I Por que não?… Continue lendo “Misticismo ateu” – John GRAY

Juramento à Vida (Emil Cioran)

JURAMENTO À VIDA: Nunca te trairei de todo; embora tenha te traído e te trairei a cada passo; Quando te odiei, não pude te esquecer; Te amaldiçoei para suportar-te; Te repudiei para que mudes; Te chamei e não vieste; gritei e não me sorriste; fiquei triste e não me consolaste. Chorei e não aliviaste minhas… Continue lendo Juramento à Vida (Emil Cioran)

“Inconsistência humana” (Emil Cioran)

Experimentei, em grande silêncio e em grande solidão, no meio da natureza, longe da humanidade e perto de mim, uma sensação de interminável tumulto, em que o mundo, como uma torrente irresistível, me atropelou, me atravessou como um fluido transparente e imperceptível. Ao fechar os olhos, o mundo inteiro parece ter-se fundido no meu cérebro,… Continue lendo “Inconsistência humana” (Emil Cioran)

“O castelo de Acaso” (Clément Rosset)

É sempre comprometedor recomendar seu pensamento a uma palavra; mais particularmente, quando essa palavra já recobre um certo número de acepções entre as quais nenhuma designa o que se tem propriamente em vista. Pode-se preferir calar; ou ainda, preferir criar uma palavra nova, que nada evocará no espírito do leitor e por isso correrá o… Continue lendo “O castelo de Acaso” (Clément Rosset)

“Trágico e silêncio” (Clément Rosset)

UM FILÓSOFO POUCO SUSPEITO de complacência para com o pensamento trágico, Jules Monnerot, reconhecia recentemente no fantasma do ''alhures" uma negação fundamental da tragédia: "Não há de uma parte o homem, e de outra parte forças exteriores ao homem, às quais ele também seria exterior. As forças 'exteriores', 'cósmicas', 'naturais' estão também em nós, (… Continue lendo “Trágico e silêncio” (Clément Rosset)