“Uma pedagogia da solidão em Nietzsche” – Fabiano de Lemos BRITTO

Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 26, n. 51, p. 251-262, jan./jun. 2012. Resumo: O artigo pretende investigar de que forma a relação entre o cosmopolitismo, tal como foi elaborado como tarefa ética por Kant e os herdeiros da Aufklärung, e a ideia de cultura e educação (Bildung) foi redimensionada e modificada nos textos de Nietzsche,… Continue lendo “Uma pedagogia da solidão em Nietzsche” – Fabiano de Lemos BRITTO

“Do ennui ao êxtase: Cioran e o sentimento religioso da existência” – Rodrigo MENEZES

Quanto mais perco minha fé no mundo, mais estou em Deus, sem crer nele. – Será uma doença misteriosa, ou uma nobreza do espírito e do coração, que te faz ser ao mesmo tempo cético e místico?CIORAN, Amurgul gândurilor [O Crepúsculo dos Pensamentos] (1940) A acusação de “irracionalismo” oculta, muitas vezes, a defesa de um… Continue lendo “Do ennui ao êxtase: Cioran e o sentimento religioso da existência” – Rodrigo MENEZES

“Ne te quaesiveris extra: Bloom, Cioran e a autodependência” – Rodrigo Menezes

Apenas dura aquilo que foi concebido na solidão, diante de Deus, quer sejamos crentes quer não.CIORAN, Do inconveniente de ter nascido, p. 54. Crer em Deus nos dispensa de crer em qualquer outra coisa – o que é uma vantagem inestimável. Sempre invejei os que creem nele, ainda que crer-se Deus me pareça mais fácil do… Continue lendo “Ne te quaesiveris extra: Bloom, Cioran e a autodependência” – Rodrigo Menezes

Imagens de Deus no Livro das Ilusões (1936), de Emil Cioran

A ideia fixa do sistema não é menos suspeita quando se aplica ao estudo dos místicos. Trata-se de uma atitude ainda tolerável no caso de Mestre Eckhart, porque ele próprio teve o cuidado de disciplinar o seu pensamento: pois não era ele um pregador? [..] Mas que dizer de um Angelus Silesius, cujos dísticos se… Continue lendo Imagens de Deus no Livro das Ilusões (1936), de Emil Cioran

“A preocupação com a decência” – CIORAN

Sob o aguilhão da dor, a carne desperta; matéria lúcida e lírica, canta sua dissolução. Enquanto era indiscernível da natureza, repousava no esquecimento dos elementos: o eu ainda não havia se apoderado dela. A matéria que sofre emancipa-se da gravitação, não é mais solidária do resto do universo, isola-se do conjunto adormecido; pois a dor,… Continue lendo “A preocupação com a decência” – CIORAN

“Restauração de um culto” – E.M. Cioran

Como gastei minha qualidade de homem, nada me é mais de nenhum proveito. Só vejo por toda parte carneiros com ideal que se ajuntam para balir suas esperanças… Mesmo os que nunca viveram juntos, são empurrados para o rebanho, como fantasmas, pois com que outro fim concebeu-se a “comunhão” dos santos?… Em busca de um… Continue lendo “Restauração de um culto” – E.M. Cioran

“Insomnio y soledad de E.M. Cioran: una teoría del suicidio” (Alejandro García Abreu)

La Jornada Semanal, 15 noviembre 2019 Se cumplen setenta años del primer libro de E.M. Cioran escrito en francés: 'Breviario de podredumbre'. Una doble renuncia En 1940 ocurrió uno de los acontecimientos más significativos en la vida de E.M. Cioran: comenzó a escribir en francés. Posteriormente ocurrió otro: el 18 de noviembre de 1942 conoció en… Continue lendo “Insomnio y soledad de E.M. Cioran: una teoría del suicidio” (Alejandro García Abreu)

“Exegese da decadência” – CIORAN

O aforismo "Exegese da decadência" retoma -- sob uma outra luz, pelo filtro de um novo idioma e da forma mentis peculiar que ele modela -- a temática e a problemática de um importante texto periodístico de juventude do autor romeno do Breviário de decomposição: trata-se de Nihilism şi natura [Niilismo e natureza], publicado originalmente na revista… Continue lendo “Exegese da decadência” – CIORAN

Juramento à Vida (Emil Cioran)

JURAMENTO À VIDA: Nunca te trairei de todo; embora tenha te traído e te trairei a cada passo; Quando te odiei, não pude te esquecer; Te amaldiçoei para suportar-te; Te repudiei para que mudes; Te chamei e não vieste; gritei e não me sorriste; fiquei triste e não me consolaste. Chorei e não aliviaste minhas… Continue lendo Juramento à Vida (Emil Cioran)

“O olhar antes da percepção” (Emil Cioran)

Não haveis surpreendido uma imagem de pureza no olhar sem percepção, no olhar que reflete e refracta, uma imagem purificada de objetos? Não vos haveis fixado nunca no olhar dos patinhos e haveis visto uns olhos onde o céu é céu, a água, água e a folha, folha? E não haveis amado esses olhos que… Continue lendo “O olhar antes da percepção” (Emil Cioran)