“A lição da nostalgia: a invenção de uma doença” – Jean STAROBINSKI

A história dos sentimentos e das “mentalidades” levanta uma questão de método, que tem a ver com a relação entre os sentimentos e a linguagem. Os sentimentos cuja história queremos retraçar só nos são acessíveis a partir do momento em que se manifestaram, verbalmente ou por qualquer outro meio expressivo. Para o crítico, para o… Continue lendo “A lição da nostalgia: a invenção de uma doença” – Jean STAROBINSKI

Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poéticas do grotesco

Segundo o tradutor Péricles Eugênio da Silva Ramos, o princípio da intensidade desempenha um papel fundamental na poética de John Keats (1795-1821). Em 21 de dezembro de 1817, o poeta inglês escreveria, em carta ao irmão George, que "a excelência de toda arte está em sua intensidade, capaz de fazer o desagradável ('all desagreeables') evaporar… Continue lendo Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poéticas do grotesco

“Tempo sem experiência” – Olgária MATOS

Uma reflexão sobre o tempo sem experiência da contemporaneidade. Como a atual aceleração da sociedade cria a sensação de que não há tempo para nada. Na realidade, são os próprios mecanismos sociais e econômicos que necessitam dessa situação. As diferenças entre tédio e monotonia podem caracterizar diferentes formas de se relacionar com o tempo. A… Continue lendo “Tempo sem experiência” – Olgária MATOS

“Baudelaire: antíteses e revolução” (Olgária Matos)

Alea, vol.9 no.1 Rio de Janeiro Jan./June 2007 RESUMO: O ensaio procura indicar o método baudelairiano das antíteses de coisas e acontecimentos, de tal forma que o maniqueísmo progressista da dialética hegeliano-marxista é substituído pelo homo duplex pascaliano, e o conceito de ação política e arte engajada é reformulado. Palavras-chave: Baudelaire; Benjamin; poesia; revolução. ABSTRACT: The essay attempts to characterize Baudelaire's method of… Continue lendo “Baudelaire: antíteses e revolução” (Olgária Matos)

“O pecado de acedia” (Jean Starobinski)

O médico antigo trata da “paixão” do corpo; o filósofo se aplica em curar as “doenças” da alma. As analogias são grandes e justificam as confusões, voluntárias ou não, do vocabulário. De onde quer que venha, a tristeza depressiva exige uma medicação, pela palavra, pela droga, pelo regime diário. No mundo cristão torna-se infinitamente mais… Continue lendo “O pecado de acedia” (Jean Starobinski)