Divina Impotência e a “Carreira Triunfal do Mal”: Cioran e o Ateísmo Místico como Sabedoria da Insegurança

Cioran concorda com Arthur Schopenhauer em que a filosofia não tem o seu ponto de partida em um eventual maravilhamento, cheio de graça e júbilo, diante do "milagre" do Ser, da evidência de que "algo é", "há seres e ser", sempre em devir, devindo, fluindo, confluindo, em sua ininterrupta duração (la durée, segundo Bergson). O… Continue lendo Divina Impotência e a “Carreira Triunfal do Mal”: Cioran e o Ateísmo Místico como Sabedoria da Insegurança

Camus’s The Plague: Nazism and Metaphysical Evil (Susan Neiman)

A night watchman makes a brief appearance in Camus’s novel The Plague. The man never failed to remind everyone he met that he’d foreseen what was happening. Tarrou agreed he’d predicted a disaster, but reminded him that the event predicted by him was an earthquake. To which the old fellow replied: “Ah, if only it… Continue lendo Camus’s The Plague: Nazism and Metaphysical Evil (Susan Neiman)

Evil in Modern Thought: An Alternative History of Philosophy (Susan Neiman)

The eighteenth century used the word Lisbon much as we use the word Auschwitz today. How much weight can a brute reference carry? It takes no more than the name of a place to mean: the collapse of the most basic trust in the world, the grounds that make civilization possible. Learning this, modern readers… Continue lendo Evil in Modern Thought: An Alternative History of Philosophy (Susan Neiman)

“A Maioridade de poucos e a Menoridade de muitos: Esclarecimento, Emancipação e Pessimismo Antropológico em Kant” (Rodrigo Menezes)

Introdução O célebre texto de Immanuel Kant (1724-1804) Resposta à questão: o que é o Esclarecimento?, publicado na revista Berlinischen Monatsschrift em 1784, fora motivado pela publicação prévia, na mesma revista, de um artigo cujo (Johann Friedrich Zöllner, um pastor berlinense) condenava o casamento civil em favor do religioso, polemizando contra a confusão geral que,… Continue lendo “A Maioridade de poucos e a Menoridade de muitos: Esclarecimento, Emancipação e Pessimismo Antropológico em Kant” (Rodrigo Menezes)

“O Teísmo como Solução do Problema Cosmológico: sobre uma monografia acadêmica sem data” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

O texto acadêmico “Teismul ca soluÅ£ie a problemei cosmologice” [O teísmo como solução do problema cosmológico] é um ensaio de teodiceia, uma reflexão filosófica sobre o tema do Mal (tendo como subtítulo “dissertação sobre o neo-espiritualismo de Bergson”). Os artigos jornalísticos e acadêmicos escritos nos 1930, como os que se encontram reunidos em Solitude et… Continue lendo “O Teísmo como Solução do Problema Cosmológico: sobre uma monografia acadêmica sem data” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Os defensores de Deus: Leibniz e Pope” (Susan Neiman)

Leibniz escreveu que todos condenam a opinião de Afonso de que o mundo poderia ser melhor. Juntava-se à condenação generalizada e se perguntava por que, apesar dela, o mundo dos filósofos e teólogos continha tantos Afonsos modernos. Pois qualquer um que pense que Deus poderia ter feito o mundo melhor e escolheu não o fazer… Continue lendo “Os defensores de Deus: Leibniz e Pope” (Susan Neiman)

“Fogo do céu” (Susan Neiman)

A filosofia não faz nenhum segredo disso. A confissão de Prometeu, “Em uma palavra, odeio todos os deuses”, é sua própria confissão, sua própria frase contra todos os deuses celestes e terrenos que se recusam a reconhecer a autoconsciência humana como a suprema divindade — ao lado da qual nenhuma outra deveria existir. — Marx,… Continue lendo “Fogo do céu” (Susan Neiman)

Escritas do desastre e outras volúpias: entrevista com Ricardo Gil Soeiro, autor de “Notas Soltas para Cioran” (Labirinto, Portugal, 2019)

Ricardo Gil Soeiro é poeta e ensaísta. Doutorado em Estudos Literários pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é investigador do Centro de Estudos Comparatistas, desenvolve pesquisa sobre literatura comparada, teoria da literatura e estudos pós-humanistas. Organizou e traduziu o volume As Artes do Sentido, de George Steiner (Relógio D’Água, 2017), traduziu Confissões… Continue lendo Escritas do desastre e outras volúpias: entrevista com Ricardo Gil Soeiro, autor de “Notas Soltas para Cioran” (Labirinto, Portugal, 2019)