“Cioran: The Temptation to Believe” (Ilinca Zarifopol-Johnston)

The "death of the author" is a notion I have never become used to. Time and again, when I open the pages of an engaging book, the "dead" author comes back to haunt me: as if reading were a spell that brings him back, his hovering spirit is always before my mind's eye. And while… Continue lendo “Cioran: The Temptation to Believe” (Ilinca Zarifopol-Johnston)

“À sombra das santas” (Emil Cioran)

À SOMBRA DAS SANTAS. Todos vivemos em verdades locais. Tudo o que pensamos é circunstancial. O pretexto define não só a qualidade do pensamento, mas também a do mundo; talvez sobretudo a do mundo. Pois não esquecemos que vivemos em um mundo de circunstância. Quantas vezes não somos tomados por um desejo violento de escapar… Continue lendo “À sombra das santas” (Emil Cioran)

“Êxtase, não-saber e experiências interiores: um diálogo inaudito entre Cioran e Bataille” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Conhece-se um autor ou uma autora não apenas pela leitura da sua obra, também -- indiretamente, por uma espécie de détour -- pela maneira como ele ou ela se insere no seu contexto histórico e sócio-cultural, o qual pode ser delimitado de forma mais ou menos ampla (uma tribo, um país, um continente, um planeta),… Continue lendo “Êxtase, não-saber e experiências interiores: um diálogo inaudito entre Cioran e Bataille” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“A solidão – cisma do coração” (E.M. Cioran)

Estamos condenados à perdição sempre que a vida não se revela como um milagre, sempre que o instante já não geme sob um calafrio sobrenatural. Como renovar esta sensação de plenitude, estes segundos de delírio, estes relâmpagos vulcânicos, estes prodígios de fervor que rebaixam Deus a mero acidente de nossa argila? Por meio de que… Continue lendo “A solidão – cisma do coração” (E.M. Cioran)

Cahier de Talamanca, o caderno de Cioran escrito em Ibiza

Cioran tinha três pátrias: a da sua infância, a Romênia, a da sua língua, a França, e a da sua alma, a Espanha. Tornado por força de uma lucidez devastadora digno desse século das Luzes que ele amava tanto, ele permaneceu todavia sempre próximo do país cujos êxtases místicos e a noção de desengaño haviam… Continue lendo Cahier de Talamanca, o caderno de Cioran escrito em Ibiza

“O discípulo das santas” (E.M. Cioran)

Houve um tempo em que somente pronunciar o nome de uma santa enchia-me de delícias, em que invejava os cronistas dos conventos, íntimos de tantas histerias inefáveis, de tantas iluminações e de tantas palidezes. Julgava que ser secretário de uma santa constituía a mais alta carreira reservada a um mortal. E imaginar o papel de… Continue lendo “O discípulo das santas” (E.M. Cioran)

Entretien avec Cioran realisé par Michael Jakob (1989)

A près de 80 ans, Emil Cioran se disait toujours habité par les insomnies qui l'avaient cueilli très jeune, à l'âge où il était encore lycéen, en Roumanie. Un asile fécond puisqu'on doit une partie de son oeuvre à ces nuits sans sommeil et cependant "une malédiction", confiait l'auteur roumain en 1989. Lucide ou suicidaire,… Continue lendo Entretien avec Cioran realisé par Michael Jakob (1989)

“Cioran, a obsessão de um ateu por Deus” (Roberto Righetto)

INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS, 7 de agosto de 2018 “Ajuda-me, Senhor, a esgotar o desgosto e a piedade por mim mesmo, a não sentir mais o infinito horror!” “Em mim tudo termina em oração e em blasfêmia, tudo se torna invocação e rejeição.” “No cúmulo das minhas dúvidas, preciso de uma sombra de absoluto, um pouco… Continue lendo “Cioran, a obsessão de um ateu por Deus” (Roberto Righetto)

“Cioran, nostalgia del ángel caído” (Rafael Narbona)

EL CULTURAL, Blog Entreclásicos, Septiembre 12, 2017 El ardiente ateísmo de Cioran evoca el fervor místico de los santos, pero con una importante diferencia. Su nihilismo rinde culto a un absoluto negativo, exento de cualquier forma de ternura o esperanza. Frente al martirio de santos como la fenomenóloga, mística y carmelita descalza de origen judío… Continue lendo “Cioran, nostalgia del ángel caído” (Rafael Narbona)

“O parasita dos poetas” (E.M. Cioran)

I – Não pode haver desenlace para a vida de um poeta. Tudo o que não empreendeu, todos os instantes alimentados com o inacessível lhe dão o seu poder. Experimenta o inconveniente de existir? Então sua faculdade de expressão se revigora, seu alento se dilata. Uma biografia só é legítima se põe em evidência a… Continue lendo “O parasita dos poetas” (E.M. Cioran)