Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, “Uma juventude entre desespero e fervor político”, Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României – libelo político… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Um ‘ismo’ ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

Em Rethinking Gnosticism: An Argument for Dismantling a Dubious Category [Repensando o Gnosticismo: Um Argumento para Desmantelar uma Categoria Duvidosa] (1999), Michael Allen Williams argumenta que o termo “gnosticismo” se tornou, no discurso moderno, “um rótulo tão proteiforme que perdeu qualquer sentido confiável e identificável pelo grande público leitor”.[i] Mais ou menos como “niilismo”: de… Continue lendo “Um ‘ismo’ ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

O “cemitério feliz” da Romênia

Por Rodrigo Menezes, 27/08/2012 "Trácios e bogomilos: não posso me esquecer que habitei suas paragens, que uns choravam pelos recém-nascidos e os outros, para inocentar a Deus, acusavam Satã pela infâmia da Criação" (Cioran, De l'inconvenient d'être né). Sobre os primeiros, costuma-se dizer que, além de "chorar pelos recém-nascidos", eles também viam a morte com… Continue lendo O “cemitério feliz” da Romênia