“A vida como in-eternidade, ou as revelações da dilaceração” (Emil Cioran)

Retumbam em ti as épocas geológicas? Se não, por que então falas do tempo? Foste o mar onde se derramaram os rios do tempo? Se não, por que se orgulhar da História? Reuniste todas as lágrimas que não secaram e as derramaste de novo para devolvê-las à terra e consolar os olhos e o coração?… Continue lendo “A vida como in-eternidade, ou as revelações da dilaceração” (Emil Cioran)

“Poema de Natal” – Vinícius de MORAES

https://www.youtube.com/watch?v=5hF4UvdD9LE&t=3s Para isso fomos feitosPara lembrar e ser lembradosPara chorar e fazer chorarPara enterrar os nossos mortosPor isso temos braços longos para os adeusesMãos para colher o que foi dadoDedos para cavar a terra Assim será a nossa vidaUma tarde sempre a esquecerUma estrela a se apagar na trevaUm caminho entre dois túmulosPor isso precisamos… Continue lendo “Poema de Natal” – Vinícius de MORAES

“A Música é essencialmente triste ou alegre? Uma questão ociosa” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Quando esgotamos os pretextos que incitam à alegria ou à tristeza, conseguimos vivê-las, ambas, em estado puro: nos igualamos assim aos loucos... (Silogismos da amargura) Uma discussão interessante, mas não fecunda, senão ociosa, é entabulada por Clément Rosset em seu livro sobre o tema da beatitude em Nietzsche: Alegria -- A Força Maior (1983) --… Continue lendo “A Música é essencialmente triste ou alegre? Uma questão ociosa” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)