Cioran é Axé: Romenidade, Baianidade, Zeflemea e outras irreverências

https://www.youtube.com/watch?v=WlgLS9BtYuk&t=2499s “Às vezes tenho a impressão de que a obra de Cioran é como uma espécie de bazar, onde cada um se serve daquilo que quer, inclusive dos aspectos místicos-religiosos”, afirma Mirko Integlia, autor de Tormented by God: The Mystical Nihilism of Emil Cioran (2019). Cioran mesmo se fez esse "bazar" ou "armazém", ideia explorada… Continue lendo Cioran é Axé: Romenidade, Baianidade, Zeflemea e outras irreverências

Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 4] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A ideia do suicídio e a escritura filosófica como auto-análise Perguntam-me: “Você está trabalhando? – Sim, num artigo sobre o suicídio.” – Minha resposta tira das pessoas a vontade de saber mais.[1] Trata-se, por fim, do último desafio da lucidez: a permanência e a perseverança na vida quando esta é entendida como um “estado de… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 4] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Zeflemea, derrisão balcânica

O dicionário romeno Dex define assim o substantivo feminino zeflemea: ironia sutil, troça, piada jocosa. Mofar-se de, zombar de alguém, rir-se de. Zeflemea é uma forma de derrisão, ironia ou sarcasmo, tipicamente balcânica. Em francês, costuma-se traduzir por uma palavra que também existe em português: boutade, tirada espirituosa ou engraçada, pensamento ou dito sutil, original e… Continue lendo Zeflemea, derrisão balcânica