“Um pessimismo (mui) pouco trágico: Cioran lido por Clément Rosset” – Rodrigo Inácio R. Sá Menezes

Trata-se de contrapor e fazer dialogar duas filosofias, dois modo de pensar (o homem, a existência, a vida e a morte, o tempo) que têm muito em comum, mas cujas conclusões podem ser radicalmente divergentes: a filosofia trágica, afirmativa e aprobatória de Clément Rosset (tendo como corolário a alegria como "force majeure"), na linha de… Continue lendo “Um pessimismo (mui) pouco trágico: Cioran lido por Clément Rosset” – Rodrigo Inácio R. Sá Menezes

“O castelo de Acaso” (Clément Rosset)

É sempre comprometedor recomendar seu pensamento a uma palavra; mais particularmente, quando essa palavra já recobre um certo número de acepções entre as quais nenhuma designa o que se tem propriamente em vista. Pode-se preferir calar; ou ainda, preferir criar uma palavra nova, que nada evocará no espírito do leitor e por isso correrá o… Continue lendo “O castelo de Acaso” (Clément Rosset)

“A-caso, o que não é o caso” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Nenhum conceito filosófico mais instável, em sua tradução do grego antigo, do que o "acaso". Ao menos desde Aristóteles, "acaso" diz-se de duas formas: Τύχη (týke) e αύτόματον (autómaton). Týke é também o nome de um divindade, especialmente venerada -- e temida -- no período helenístico (período definido por E.R. Dodds como "uma era de ansiedade"). Autómaton corresponde… Continue lendo “A-caso, o que não é o caso” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)