Fernando Pessoa and the Terrible Paradox of Self-Awareness | Pursuit of Wonder

https://www.youtube.com/watch?v=6qU1sDBU9Cs In this video, we explore a mysterious yet beautiful work of literature produced by one of the most interesting writers of the twentieth century: The Book of Disquiet by Fernando Pessoa. The story of the book itself is perhaps as unsettling as its contents. RELATED CONTENT:

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“A morte do príncipe” – Fernando PESSOA

[PRÍNCIPE] – Todo este universo é um livro em que cada um de nós é uma frase. Nenhum de nós, por si mesmo, faz mais que um pequeno sentido, ou uma parte de sentido; só no conjunto do que se diz se percebe o que cada um verdadeiramente quer dizer. Uns são frases que como… Continue lendo “A morte do príncipe” – Fernando PESSOA

“À escuta da linguagem: Heidegger e Pessoa” – Vânia Lúcia KAMPFF

Tese apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia do Departamento de Filosofia da PUC-Rio, março de 2020. A tese “À escuta da linguagem: Heidegger e Pessoa” busca, como o título sugere, uma aproximação entre o pensamento filosófico de Martin Heidegger e a linguagem poética de Fernando… Continue lendo “À escuta da linguagem: Heidegger e Pessoa” – Vânia Lúcia KAMPFF

“A certeza: sintoma de ignorância ou de loucura” – Fernando PESSOA

A certeza — isto é, a confiança no carácter objectivo das nossas percepções, e na conformidade das nossas ideias com a «realidade» ou a «verdade» — é um sintoma de ignorância ou de loucura. O homem mentalmente são não está certo de nada, isto é, vive numa incerteza mental constante; quer dizer, numa instabilidade mental… Continue lendo “A certeza: sintoma de ignorância ou de loucura” – Fernando PESSOA

“Um poeta impulsionado pela filosofia” – Fernando PESSOA

Eu era um poeta impulsionado pela filosofia, não um filósofo dotado de faculdades poéticas. Adorava admirar a beleza das coisas, descortinar no imperceptível, através do que é diminuto, a alma poética do universo. A poesia da terra nunca morre. É possível dizermos que as eras transactas foram mais poéticas, mas podemos dizer (...) Há poesia… Continue lendo “Um poeta impulsionado pela filosofia” – Fernando PESSOA

“Uma geração que herdou a descrença na fé cristã” – Bernardo SOARES

L. do D. Pertenço a uma geração que herdou a descrença na fé cristã e que criou em si uma descrença em todas as outras fés. Os nossos pais tinham ainda o impulso credor, que transferiam do cristianismo para outras formas de ilusão. Uns eram entusiastas da igualdade social, outros eram enamorados só da beleza,… Continue lendo “Uma geração que herdou a descrença na fé cristã” – Bernardo SOARES

“Uma voz como um suspiro” – Fernando PESSOA

Uma voz como um suspiro: Quem sabe se aindaNão é mais profundoDo que o pensamentoO enigma do mundo! Quem sabe, quem sabe!Horror, ai horror!Se também ser basta,Voraz pensador! Mais frio, mais doidoO mistério seráDo que tu achaste!Se ainda haverá, Além do Além,Horror mais horror!Também deliraste,Oh monstro de Dor! Depressa, depressa,Lembremos enfim:Pensar é viver,Mistérios e dor,Sonhar… Continue lendo “Uma voz como um suspiro” – Fernando PESSOA

“Ah quanta melancolia!” – Fernando PESSOA

Ah quanta melancolia!Quanta, quanta solidão!Aquela alma, que vazia,Que sinto inútil e friaDentro do meu coração! Que angústia desesperada!Que mágoa que sabe a fim!Se a nau foi abandonada,E o cego caiu na estrada —Deixai-os, que é tudo assim. Sem sossego, sem sossego,Nenhum momento de meuOnde for que a alma emprego —Na estrada morreu o cegoA nau… Continue lendo “Ah quanta melancolia!” – Fernando PESSOA

“A liberdade é a possibilidade do isolamento” – Bernardo SOARES

A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade de dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo.… Continue lendo “A liberdade é a possibilidade do isolamento” – Bernardo SOARES

“Suspiro do mundo” – Fernando PESSOA

Tremo de medo:Eis o segredo aberto.Além de tiNada há, decertoNem pode haver:Além de tiQue não tens essênciaNem tens existênciaE te chamas só SER.OhNada pode haver! s.d. Fausto - Tragédia Subjectiva. Fernando Pessoa. (Texto estabelecido por Teresa Sobral Cunha. Prefácio de Eduardo Lourenço.) Lisboa: Presença, 1988.  - 78. 1ª versão: “Primeiro Fausto” in Poemas Dramáticos. Fernando Pessoa. (Nota… Continue lendo “Suspiro do mundo” – Fernando PESSOA