“The Contingency of Selfhood” – Richard RORTY

As I was starting to write on the topic of this chapter, I came across a poem by Philip Larkin which helped me pin down what I wanted to say. Here is the last part of it: And dace you have walked the length of your mind, what You command is as clear as a… Continue lendo “The Contingency of Selfhood” – Richard RORTY

“Cachorros de palha”: John Gray e a hipótese Gaia

O humanismo é uma religião secular montada com fragmentos deteriorados do mito cristão. Ao contrário, a hipótese Gaia — a teoria de que a Terra é um sistema auto-regulado cujo comportamento se assemelha, de certas formas, ao de um organismo — incorpora o mais rigoroso naturalismo científico. No modelo de James Lovelock para Daisyworld, um… Continue lendo “Cachorros de palha”: John Gray e a hipótese Gaia

“A espantosa realidade das coisas” – Fernando PESSOA

Poesia e poema de autor português. Fernando António Nogueira Pessoa (1888 — 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por… Continue lendo “A espantosa realidade das coisas” – Fernando PESSOA

“A experiência interior: post-scriptum (1953)” – Georges BATAILLE

Não me sinto à vontade com este livro, em que gostaria de ter esgotado a possibilidade de ser. Não é que me desagrade totalmente. Mas odeio sua lentidão e sua obscuridade. Gostaria de dizer a mesma coisa em poucas palavras. Gostaria de liberar seu movimento, salvá-lo daquilo que o atola. O que, de resto, não… Continue lendo “A experiência interior: post-scriptum (1953)” – Georges BATAILLE

“A sombra do amado”: a poesia mística de Rūmī

Morrei, morrei, de tanto amor morrei,morrei, morrei de amor e vivereis.Morrei, morrei, e não temais a morte,voai, voai bem longe, além das nuvens.Morrei, morrei, nesta carne morrei,é mero laço, a carne que vos prende!#Vamos, quebrai, quebrai esta prisão!Sereis de pronto príncipes e emires!Morrei, morrei aos pés do Soberano:e assim sereis ministros e sultões!Morrei, morrei, deixai… Continue lendo “A sombra do amado”: a poesia mística de Rūmī

“O que é Deus?” – KABIR

Um dos maiores místicos da Índia, Kabīr (1440 - 1518) foi um dos grandes poetas místicos ou santos-poetas da Índia medieval. Filósofo, igualmente imerso em teologia e pensamento social, música e política. https://www.youtube.com/watch?v=pm9Yfn97YRw Citações e trechos do livro “Ecstatic Poems” de Kabir. Kabir não se definia como hindu, muçulmano ou sufi. Ele desprezava credos, denominações… Continue lendo “O que é Deus?” – KABIR

“O Existencialismo é um Humanismo” – SARTRE

GOSTARIA DE DEFENDER aqui o existencialismo contra um certo número de críticas que lhe têm sido feitas. Primeiramente, criticaram-no por incitar as pessoas a permanecerem num quietismo de desespero, porque, estando vedadas todas as soluções, forçoso seria considerar a ação neste mundo como totalmente impossível e ir dar por fim a uma filosofia contemplativa, o… Continue lendo “O Existencialismo é um Humanismo” – SARTRE

“A alma fechada e a alma aberta” – Henri BERGSON

Estivemos à procura da obrigação pura. Para encontrá-la, tivemos de reduzir a moral à sua expressão mais simples. A vantagem foi perceber em que consiste a obrigação. O inconveniente foi encolher enormemente a moral. Não, sem dúvida, que não seja obrigatório aquilo que dela deixamos de lado: será possível imaginar um dever que não obrigue?… Continue lendo “A alma fechada e a alma aberta” – Henri BERGSON

“Viver sem crença nem descrença” – John GRAY

O Deus do monoteísmo não morreu, apenas saiu de cena por algum tempo para reaparecer como humanidade — a espécie humana caracterizada como agente coletivo em busca da autorrealização na história. Entretanto, assim como o Deus do monoteísmo, a humanidade é obra da imaginação. A única realidade suscetível de ser observada é o animal humano… Continue lendo “Viver sem crença nem descrença” – John GRAY

“As Raízes Hinduístas do Budismo” – Dilip LOUNDO

Numen: Revista de Estudos e Pesquisa da Religião, Universidade Federal de Juiz de Fora, v. 20, n. 1, p. 47-56 Pretendemos, com o presente artigo, evidenciar a inserção civilizacional eminentemente hinduísta da tradição do budismo, cujo contexto originário possui um caráter eminentemente iniciático. A inserção orgânica do budismo no contexto das religiosidades hindus (védicas/purânicas/tântricas) do… Continue lendo “As Raízes Hinduístas do Budismo” – Dilip LOUNDO