Leitura comparada: “O caso Sartre”, “Sobre um empresário de ideias” – CIORAN

Como o próprio título indica, "Le cas Sartre" é um requisitório contra o mandarim do existencialismo francês, escrito na segunda metade da década de 1940, quando Cioran começava a redigir aquele que seria o seu livro de estreia como escritor de língua francesa: o Précis de décomposition (1949).  "O caso Sartre" seria posteriormente descartado, estando… Continue lendo Leitura comparada: “O caso Sartre”, “Sobre um empresário de ideias” – CIORAN

“Restos: Camus, Arendt, Teoria Crítica, Rawls” – Susan NEIMAN

Em um tributo ao rei Afonso, Hans Blumenberg escreveu que a era moderna começou com um ato de teodicéia (Blumenberg 2, 307). Será que ela termina com a percepção de que qualquer ato desse tipo é inútil? A reflexão política e histórica sobre casos específicos de mal e a esperança de uma resistência específica que… Continue lendo “Restos: Camus, Arendt, Teoria Crítica, Rawls” – Susan NEIMAN

“O Existencialismo é um Humanismo” – SARTRE

GOSTARIA DE DEFENDER aqui o existencialismo contra um certo número de críticas que lhe têm sido feitas. Primeiramente, criticaram-no por incitar as pessoas a permanecerem num quietismo de desespero, porque, estando vedadas todas as soluções, forçoso seria considerar a ação neste mundo como totalmente impossível e ir dar por fim a uma filosofia contemplativa, o… Continue lendo “O Existencialismo é um Humanismo” – SARTRE

“Prix Rivarol 1950” – Ștefan BACIU

Diário Carioca, Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 1950 Foi em Setembro de 1936 que entrou na nossa sala de aula um jovem professor de filosofia. Estavamos no último ano de estudos no célebre e antigo liceu em uma das mais lindas cidades de província, na Rumânia. Parece, porém, que um século da ruiva… Continue lendo “Prix Rivarol 1950” – Ștefan BACIU

“Libre comme un mort-né : Emil Cioran” – Nancy HUSTON

L’être humain qui allait se transformer petit à petit en Emil Cioran démarra lorsqu’un spermatozoïde de pope orthodoxe rencontra un ovule gisant dans les tubes fallopiens d’une femme mélancolique. Cinquante et un ans plus tard, dans une lettre à son frère, c’est de cela que se souviendra le plus célèbre pessimiste d’Europe : “Je pense souvent… Continue lendo “Libre comme un mort-né : Emil Cioran” – Nancy HUSTON

“Brecht é discípulo de Piscator”: entrevista de Ionesco ao Jornal do Brasil (1960)

Suplemento dominical do Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 5/6 de novembro de 1960 Nossa entrevista com lonesco — comprimida entre dois encontros do famoso teatrólogo romeno, hoje naturalizado francês — tem lugar no hall do Copacabana Palace. Seu nervosismo e sobretudo o temor de ser massacrado por mais de um jornalista caracterizam os primeiros… Continue lendo “Brecht é discípulo de Piscator”: entrevista de Ionesco ao Jornal do Brasil (1960)

Cioran segundo Sergio Givone (26/06/1995)

https://www.youtube.com/watch?v=XXaHpv3Ri2k Sergio Givone (1944-) é um dos mais importantes filósofos italianos do século XX, em plena atividade. Foi aluno de Luigi Pareyson. Em 2016, veio ao Brasil dar uma conferência na PUC-SP sobre um de seus temas privilegiados: "Filosofia e narratividade". Sua obra filosófica se concentra em temas contemporâneos como existencialismo, niilismo, pessimismo, ateísmo e… Continue lendo Cioran segundo Sergio Givone (26/06/1995)

“La canción de quien quiso ser el hijo del verdugo” – George STEINER

Cuadernos hispanoamericanos, nr. 573, marzo 1998 ¿Qué tenemos aquí? Un leviatán de mil páginas que dice ser el texto íntegro de 34 cuadernos, idénticos en formato, que E. M. Cioran completó entre los veranos de 1957 y 1972. Dichos cuadernos fueron descubier- tos a la muerte de Cioran por Simone Boué, una de las pocas… Continue lendo “La canción de quien quiso ser el hijo del verdugo” – George STEINER

“O desespêro como mercadoria” – Pierre-Henri SIMON

Tribuna da Imprensa, Rio de Janeiro, ano IV, no 785, 19-20 de julho 1952 Há épocas em que se gosta das coisas adocicadas. Os homens de 1900 ainda não tinham acabado de chupar as uvas do fauno malarmeniano, de mordiscar as peras do pomar de Anna de Noailles, de aspirar os doces polens das florezinhas… Continue lendo “O desespêro como mercadoria” – Pierre-Henri SIMON

Camus’s The Plague: Nazism and Metaphysical Evil (Susan Neiman)

A night watchman makes a brief appearance in Camus’s novel The Plague. The man never failed to remind everyone he met that he’d foreseen what was happening. Tarrou agreed he’d predicted a disaster, but reminded him that the event predicted by him was an earthquake. To which the old fellow replied: “Ah, if only it… Continue lendo Camus’s The Plague: Nazism and Metaphysical Evil (Susan Neiman)