“Alvo da intenção terrorista: uma experiĂȘncia filosĂłfica da aprovação” – ClĂ©ment ROSSET

A lĂłgica do pior ensina pois a necessidade da ligação entre pensamento trĂĄgico e pensamento aprobatĂłrio. Para ela, trĂĄgico e afirmação sĂŁo termos sinĂŽnimos. Isto, por trĂȘs grandes razĂ”es teĂłricas que respondem cada uma Ă s trĂȘs questĂ”es gerais postas mais acima. Em primeiro lugar, a filosofia trĂĄgica considera a aprovação (e seu contrĂĄrio, que Ă©… Continue lendo “Alvo da intenção terrorista: uma experiĂȘncia filosĂłfica da aprovação” – ClĂ©ment ROSSET

“Estamos nos tornando uma teocracia”: entrevista com Harold BLOOM

Folha de S. Paulo, 24/09/2005 "Creio que sou religioso, mas de um modo herĂ©tico. Acho que em algum lugar, alĂ©m deste reino, alĂ©m do nosso cosmo, haja um sonho em exĂ­lio, um princĂ­pio divino, e acho que hĂĄ um fragmento disso em cada ser humano, mas este se acha enterrado tĂŁo fundo, tĂŁo oculto no… Continue lendo “Estamos nos tornando uma teocracia”: entrevista com Harold BLOOM

“Eliade ex-crente: protĂłtipo do espĂ­rito religioso sem religiĂŁo” – E. M. CIORAN

Encontrei Eliade pela primeira vez por volta de 1932, em Bucareste, onde eu terminara, hĂĄ pouco, vagos estudos de filosofia. Ele era, na Ă©poca, o Ă­dolo da “nova geração” – fĂłrmula mĂĄgica que ficĂĄvamos orgulhosos de invocar. DesprezĂĄvamos os “velhos”, os “gagĂĄs”, isto Ă©, todos os que haviam passado dos 30. Nosso mentor fazia campanha… Continue lendo “Eliade ex-crente: protĂłtipo do espĂ­rito religioso sem religiĂŁo” – E. M. CIORAN

“Habilidade de SĂłcrates” – E.M. Cioran

Se tivesse dado precisĂ”es acerca da natureza do seu demĂłnio, teria estragado uma boa parte da sua glĂłria. A prudĂȘncia da sua precaução criou a seu respeito uma curiosidade que inclui antigos e modernos; permitiu, alĂ©m disso, aos historiadores da filosofia insistirem num caso que se mostra inteiramente estranho Ă s suas preocupaçÔes. Trata-se de um… Continue lendo “Habilidade de SĂłcrates” – E.M. Cioran

“A inobservĂąncia do real” – ClĂ©ment ROSSET

Numa cena de um filme de Buster Keaton, As trĂȘs idades, vĂȘ-se um personagem singular, meio astrĂłlogo meio meteorologista, mergulhado em cĂĄlculos complicados destinados a determinar o tempo que faz do lado de fora. Havendo-se decidido por um “bom fixo”, grava a informação numa tabuleta — presume-se que a cena tem por cenĂĄrio a Roma… Continue lendo “A inobservĂąncia do real” – ClĂ©ment ROSSET

O PrincĂ­pio de Crueldade (post-scriptum) – ClĂ©ment ROSSET

A crueldade da realidade Ă© ilustrada de maneira particularmente espetacular e significativa na crueldade do amor — tema conhecido e jĂĄ sobejamente analisado, Ă© verdade, mas Ă© o privilĂ©gio das questĂ”es profundas permitir sempre uma anĂĄlise parcialmente renovada, como Ă© o privilĂ©gio de toda grande obra de arte, musical por exemplo, oferecer sempre matĂ©ria para… Continue lendo O PrincĂ­pio de Crueldade (post-scriptum) – ClĂ©ment ROSSET

“Pascal e Nietzsche” (JosĂ© Thomaz Brum)

Cadernos Nietzsche, nr. 8, p. 35-41, 2000 Resumo: Este artigo procura estudar a presença do filĂłsofo francĂȘs Blaise Pascal (1623-1662) na obra de Nietzsche e propĂ”e uma comparação entre os dois pensadores, na qual o estilo aforĂ­stico e as questĂ”es que dizem respeito ao cristianismo sĂŁo pontos essenciais.Palavras-chave: Pascal/Nietzsche – cristianismo – aforismo –ascetismo. "Os… Continue lendo “Pascal e Nietzsche” (JosĂ© Thomaz Brum)

“Fitzgerald: a experiĂȘncia pascalina de um romancista americano” (E.M. Cioran)

A LUCIDEZ, em alguns, Ă© um dado primordial, um privilĂ©gio e mesmo uma graça. NĂŁo tĂȘm necessidade de adquiri-la, de procurĂĄ-la: sĂŁo predestinados a ela. Todas as suas experiĂȘncias contribuem para tornĂĄ-los transparentes diante de si mesmos. Atingidos pela clarividĂȘncia, nĂŁo sofrem com isso, de tanto que ela os define. Se vivem numa crise permanente,… Continue lendo “Fitzgerald: a experiĂȘncia pascalina de um romancista americano” (E.M. Cioran)

“Eterno” (Carlos Drummond de Andrade)

E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno. Eterno! Eterno! O Padre Eterno, a vida eterna, o fogo eterno. (Le silence Ă©ternel de ces espaces infinis m'effraie.) — O que Ă© eterno, YayĂĄ Lindinha? — Ingrato! Ă© o amor que te tenho. Eternalidade eternite eternaltivamente eternuĂĄvamos eternissĂ­ssimo A cada instante se criam novas categorias do eterno.… Continue lendo “Eterno” (Carlos Drummond de Andrade)

“Desejo e Horror da GlĂłria” avant la lettre (E.M. Cioran)

"DĂ©sir et horreur de la gloire" Ă© um dos ensaios que compĂ”em La chute dans le temps (1964), livro que sucede diretamente a HistĂłria e utopia (1960) no qual este tema (tĂŁo "adĂąmico") jĂĄ se encontra enunciado e problematizado, antecipando o que virĂĄ a seguir. Trata-se da dualidade-contradição -- inconciliĂĄvel -- entre o desejo e… Continue lendo “Desejo e Horror da GlĂłria” avant la lettre (E.M. Cioran)