“O segundo Cioran e a campanha abolicionista da alma” – Rodrigo MENEZES

Uma das diferenças mais marcantes no pensamento de Cioran na passagem dos escritos romenos aos franceses, após a Segunda Guerra, é a reação crítica, em nome da lucidez do espírito, às ilusões das quais outrora fizera a apologia (ver O Livro das ilusões). "Ilusão" se refere, antes de tudo, e fundamentalmente, à ilusão de profundidade,… Continue lendo “O segundo Cioran e a campanha abolicionista da alma” – Rodrigo MENEZES

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“Precisamos falar sobre o textão” – Alexandre Soares CARNEIRO

Jornal da UNICAMP, 17 de novembro de 2022 "Em poucos traços" é uma coluna assinada por Alexandre Soares Carneiro, professor assistente doutor do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). alex@unicamp.br Em “O antiprofeta”, o escritor romeno Emil Cioran sentenciava: “Em todo homem dorme um profeta e, quando ele acorda, há um… Continue lendo “Precisamos falar sobre o textão” – Alexandre Soares CARNEIRO

“Profetismo, Apocalipticismo e Gnosticismo em Cioran, ou: Como tornar-te o Herege que és” – Rodrigo MENEZES

Harold Bloom e Peter Sloterdijk coincidem em uma afirmação crucial a respeito do gnosticismo, uma intuição formulada por eles quase com as mesmas palavras e que se oferece para nós como uma valiosa pista para abordarmos o Cioran gnóstico, o gnosticismo na obra do pensador romeno. https://www.youtube.com/watch?v=j48MfF-3tkU&t=35s Em Weltrevolution der Seele (Revolução Mundial da Alma,… Continue lendo “Profetismo, Apocalipticismo e Gnosticismo em Cioran, ou: Como tornar-te o Herege que és” – Rodrigo MENEZES

Niilismo, Existencialismo e Gnose na Era da Interpretação | Minicurso on-line

Eis por que os Mistérios antigos, pretensas revelações dos segredos últimos, não nos legaram nada em matéria de conhecimento. Sem dúvida, os iniciados estavam obrigados a não transmitir nada. No entanto, é inconcebível que em tão grande número não se tenha encontrado um só tagarela; o que há de mais contrário à natureza humana que… Continue lendo Niilismo, Existencialismo e Gnose na Era da Interpretação | Minicurso on-line

“Acedia” – CIORAN

Esta estagnação dos órgãos, este embotamento das faculdades, este sorriso petrificado não te recordam muitas vezes o tédio dos claustros, os corações desertos de Deus, a secura e a idiotia dos monges execrando-se no arrebatamento extático da masturbação? És apenas um monge sem hipóteses divinas e sem o orgulho do vício solitário. A terra, o… Continue lendo “Acedia” – CIORAN

Cioran, um autor para crentes e descrentes, místicos e niilistas, para “os que creem em tudo e os que não creem em nada” (antologia)

Uma seleção de aforismos e fragmentos que ilustram a dualidade fundamental do pensamento de Cioran, dividido (e indeciso), como um "Hamlet" balcânico, entre o Absoluto e a existência, Deus e o Nada, a necessidade de salvação ou délivrance (libertação) e a "tentação de existir". Numa passagem d'O Livro das ilusões, incluída nesta antologia, o jovem… Continue lendo Cioran, um autor para crentes e descrentes, místicos e niilistas, para “os que creem em tudo e os que não creem em nada” (antologia)

“Histeria da Eternidade” – CIORAN

Concebo que se possa ter gosto pela cruz, mas reproduzir todos os dias o acontecimento batido do Calvário tem algo de maravilhoso, de insensato e de estúpido. Pois, afinal de contas, se se abusa dos prestígios do Salvador, Ele se torna tão fastidioso como qualquer outro. Os santos foram grandes perversos; como as santas, magníficas… Continue lendo “Histeria da Eternidade” – CIORAN

“Breviário de Decomposição (1949): livro perigoso e essencial” – Rodrigo MENEZES

Ter um Cioran em casa é a antítese de ter uma arma de fogo. No caso de possuir as duas coisas juntas, se o leitor pegasse o livro em vez do revólver, perderia toda motivação de usar o revólver, contra si mesmo ou contra outrem: é um dispositivo de segurança contra tragédias (que se aproveitam… Continue lendo “Breviário de Decomposição (1949): livro perigoso e essencial” – Rodrigo MENEZES

“A soberba inutilidade” – CIORAN

Fora dos céticos gregos e dos imperadores romanos da decadência, todos os espíritos parecem submetidos a uma vocação municipal. Só aqueles se emanciparam – uns pela dúvida, os outros pela demência – da obsessão insípida de ser úteis. Tendo promovido o arbitrário à categoria de exercício ou de vertigem, conforme fossem filósofos ou descendentes corrompidos… Continue lendo “A soberba inutilidade” – CIORAN

Leitura comparada: “O caso Sartre”, “Sobre um empresário de ideias” – CIORAN

Como o próprio título indica, "Le cas Sartre" é um requisitório contra o mandarim do existencialismo francês, escrito na segunda metade da década de 1940, quando Cioran começava a redigir aquele que seria o seu livro de estreia como escritor de língua francesa: o Précis de décomposition (1949).  "O caso Sartre" seria posteriormente descartado, estando… Continue lendo Leitura comparada: “O caso Sartre”, “Sobre um empresário de ideias” – CIORAN