“Desconsolado Cioran”: poema de Olga Lucía Betancourt

Para Liliana Herrera A.

Tua sombra passeia
pelos Jardins de Luxemburgo,
teu recanto sem paz.
Posso evocar teus passos
sob as castanhas florescidas
nos dias de primavera,
ou sob as folhas que esvoaçam,
douradas no outono.

Esses jardins míticos
onde tantos sonhadores
receberam o abraço
das Estações.
mas tu caminhaste
no vento do desassossego,
no silêncio impotente
das lembranças fujonas.

Um anjo sombrio
selou a bacia de tua memória
e o brilho infantil de teus olhos
só ficou nas vigorosas
fotos de tua juventude.

Navegante noturno,
tua melancolia naufragou
nas estrelas,
e teu coração de guerreiro
do Impossível, se ofertou
no altar do Olvido.

A mansarda da Rue de l’Odéon
perdurará como o mítico Recinto
de tua Liberdade, e do infortúnio
de tuas transformações.
Da fidelidade a ti mesmo,
no empenho de tua lucidez,
por não fazer concessões
à banalidade do Tempo…

Não receber prêmios, nem ostentar
honras literárias..
e em teu Exílio da Alma,
longe da vã adulação,
seguiste demolindo os mitos
do “homem civilizado”
com o fulgor de tua palavra
e a lucidez de teu pensamento.

Teus jardins de Luxemburgo
ficam para evocar teu nome
nas velhas fotografias
que cunharam tua presença.
Em minha errância em Paris,
caminhei sobre teus passos,
sob as frondosas árvores
que foram teu refúgio.

Sei que o peso de tua sombra
deixará rastros invisíveis
sobre a areia de teu Tempo,
do meu, do que virá,
porque a Recordação é perene,
e de alma em alma,
cantará a peculiar história
de um romeno errante
que buscava
seu Paraíso perdido.

Espacio M. Liliana Herrera A. 🇨🇴

Para Liliana Herrera A.

Tu sombra se pasea
por los “Jardines de Luxemburgo”,
tu remanso, sin paz.
Puedo evocar tus pasos,
bajo los castaños florecidos
en los días de primavera,
o bajo las volanderas hojas
doradas en el otoño.

Esos jardines míticos,
donde tantos soñadores
han recibido el abrazo
de las Estaciones.
Pero tú, caminaste
en el viento del desasosiego,
en el silencio impotente
de los recuerdos huídos.

Un ángel sombrío
selló el cuenco de tu memoria,
y el brillo infantil de tus ojos,
sólo quedó en las vigorosas
fotos de tu juventud.

Navegante nocturno,
tu melancolía naufragó
en las estrellas,
y tu corazón de guerrero
del Imposible, se ofrendó
en el altar del Olvido.

El Ático de la “Rue de l’Odeon”,
perdurará como el mítico Estadio
de tu Libertad, y del infortunio
de tus transformaciones.
De la fidelidad a ti mismo,
en el empeño de tu lucidez,
por no…

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