“O segundo Cioran e a campanha abolicionista da alma” – Rodrigo MENEZES

Uma das diferenças mais marcantes no pensamento de Cioran na passagem dos escritos romenos aos franceses, após a Segunda Guerra, é a reação crítica, em nome da lucidez do espírito, às ilusões das quais outrora fizera a apologia (ver O Livro das ilusões). "Ilusão" se refere, antes de tudo, e fundamentalmente, à ilusão de profundidade,… Continue lendo “O segundo Cioran e a campanha abolicionista da alma” – Rodrigo MENEZES

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“Profetismo, Apocalipticismo e Gnosticismo em Cioran, ou: Como tornar-te o Herege que és” – Rodrigo MENEZES

Harold Bloom e Peter Sloterdijk coincidem em uma afirmação crucial a respeito do gnosticismo, uma intuição formulada por eles quase com as mesmas palavras e que se oferece para nós como uma valiosa pista para abordarmos o Cioran gnóstico, o gnosticismo na obra do pensador romeno. https://www.youtube.com/watch?v=j48MfF-3tkU&t=35s Em Weltrevolution der Seele (Revolução Mundial da Alma,… Continue lendo “Profetismo, Apocalipticismo e Gnosticismo em Cioran, ou: Como tornar-te o Herege que és” – Rodrigo MENEZES

Cioran, um autor para crentes e descrentes, místicos e niilistas, para “os que creem em tudo e os que não creem em nada” (antologia)

Uma seleção de aforismos e fragmentos que ilustram a dualidade fundamental do pensamento de Cioran, dividido (e indeciso), como um "Hamlet" balcânico, entre o Absoluto e a existência, Deus e o Nada, a necessidade de salvação ou délivrance (libertação) e a "tentação de existir". Numa passagem d'O Livro das ilusões, incluída nesta antologia, o jovem… Continue lendo Cioran, um autor para crentes e descrentes, místicos e niilistas, para “os que creem em tudo e os que não creem em nada” (antologia)

“O clinamen de Cioran”: uma perspectiva feminina muçulmana. Entrevista com Daria Lebedeva

DARIA LEBEDEVA é ucraniana, nascida em Odessa, e vive atualmente na Suécia. Realizou seu doutorado no Instituto de Filosofia e Sociologia da Academia Polonesa de Ciências (Varsóvia), sob orientação de Agata Bielik-Robson, com uma tese sobre o filósofo romeno de expressão francesa: Cioran’s clinamen: a case analysis of a philosophical influence (2012).[1] Trata-se de uma… Continue lendo “O clinamen de Cioran”: uma perspectiva feminina muçulmana. Entrevista com Daria Lebedeva

“«O Livro das Ilusões», de Cioran, lido por Mihail Sebastian: o estranho caso do «convalescente que aspira à doença»” – Rodrigo MENEZES

De suas primeiras obras, ainda mal conhecidas entre nós, sublinho O livro das ilusões (Cartea amăgirilor), a que daria o subtítulo de um de seus capítulos: Mozart e a melancolia dos anjos. Considero aquelas páginas uma fantasia para cordas, como se fosse o primo consanguíneo de A origem da tragédia, nas grandes linhas melódicas que unem e separam as… Continue lendo “«O Livro das Ilusões», de Cioran, lido por Mihail Sebastian: o estranho caso do «convalescente que aspira à doença»” – Rodrigo MENEZES

A morte dos imperadores, o imp̩rio da morte e outras obsess̵es РCIORAN

Amo as cabeças coroadas que sofreram da obsessão da morte. O medo nascido no conforto, o horror aumentado pelo poder e as obsessões alimentadas pela opulência conferem à meditação sobre a morte uma elegância atormentada e uma tortura suntuosa. A Pobreza e a Morte parecem duas flores em um buquê murcho, de tal modo que… Continue lendo A morte dos imperadores, o império da morte e outras obsessões – CIORAN

“Cioran: ilusões, essências, desilusões” – Rodrigo MENEZES

Enquanto permanece enfeitiçado e apaixonado pelas Ilusões em sua juventude, Cioran evoca, em oposição àquelas, as Essências, dando indícios de querer pensar metafisicamente uma Alma imortal (substancial, essencial, “divina”), assim como "Deus", "eternidade", "absoluto". A oposição platônica entre Ilusões e Essências, no Livro das Ilusões, revela um Cioran ainda incapaz de tirar as últimas consequências… Continue lendo “Cioran: ilusões, essências, desilusões” – Rodrigo MENEZES

“Ne te quaesiveris extra: Bloom, Cioran e a autodependência” – Rodrigo Menezes

Apenas dura aquilo que foi concebido na solidão, diante de Deus, quer sejamos crentes quer não.CIORAN, Do inconveniente de ter nascido, p. 54. Crer em Deus nos dispensa de crer em qualquer outra coisa – o que é uma vantagem inestimável. Sempre invejei os que creem nele, ainda que crer-se Deus me pareça mais fácil do… Continue lendo “Ne te quaesiveris extra: Bloom, Cioran e a autodependência” – Rodrigo Menezes

Imagens de Deus no Livro das Ilusões (1936), de Emil Cioran

A ideia fixa do sistema não é menos suspeita quando se aplica ao estudo dos místicos. Trata-se de uma atitude ainda tolerável no caso de Mestre Eckhart, porque ele próprio teve o cuidado de disciplinar o seu pensamento: pois não era ele um pregador? [..] Mas que dizer de um Angelus Silesius, cujos dísticos se… Continue lendo Imagens de Deus no Livro das Ilusões (1936), de Emil Cioran

Purismo, Impurismo e a Antropologia Trágica no Livro das Ilusões – CIORAN

I will join with black despair against my soul, and to myself become an enemy.SHAKESPEARE, Richard III (epígrafe do Breviário de decomposição) O espírito não tem defesa contra os miasmas que o assaltam, pois surgem do lugar mais corrompido que existe entre a terra e o céu, do lugar onde a loucura jaz na ternura,… Continue lendo Purismo, Impurismo e a Antropologia Trágica no Livro das Ilusões – CIORAN