“Do ennui ao êxtase: Cioran e o sentimento religioso da existência” – Rodrigo MENEZES

Quanto mais perco minha fé no mundo, mais estou em Deus, sem crer nele. – Será uma doença misteriosa, ou uma nobreza do espírito e do coração, que te faz ser ao mesmo tempo cético e místico?CIORAN, Amurgul gândurilor [O Crepúsculo dos Pensamentos] (1940) A acusação de “irracionalismo” oculta, muitas vezes, a defesa de um… Continue lendo “Do ennui ao êxtase: Cioran e o sentimento religioso da existência” – Rodrigo MENEZES

«O despertar da consciência e o cansaço de se estar desperto»: Cioran e a Era Axial – Rodrigo MENEZES

Segundo Peter, Sloterdijk, Cioran teria sido “o primeiro a realizar o que Nietzsche tinha querido desmascarar como se tivesse existido desde sempre: uma filosofia do puro ressentimento.”[1] Ele tem em mente o motivo cioraniano do mécontentement (Rosset), a insatisfação total (“e não há insatisfação profunda que não seja de natureza religiosa”, pensa Cioran), de onde… Continue lendo «O despertar da consciência e o cansaço de se estar desperto»: Cioran e a Era Axial – Rodrigo MENEZES

“Paleontologia”, de Cioran: uma meditação ascética sobre a carne e o esqueleto – Rodrigo Menezes

Paléontologie [Paleontologia] é um importante texto no conjunto da obra de Cioran, tanto pelo recorte temático quanto por sua peculiaridade estilística. O ensaio faz parte de Le mauvais démiurge (1969), o sexto livro escrito pelo pensador romeno em língua francesa (ainda inédito em língua portuguesa). Le mauvais démiurge é o quarto livro consecutivo de Cioran… Continue lendo “Paleontologia”, de Cioran: uma meditação ascética sobre a carne e o esqueleto – Rodrigo Menezes

“O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

A atitude gnóstica constitui, com efeito, a chave de uma obra representativa das tendências contraditórias deste século: niilismo, angelismo, revolta e fatalismo. Mais precisamente, ela nos fornece a resposta a esta questão que não falha em colocar-se a propósito de Cioran: como o niilismo é compatível com uma criação literária? O ato literário em si… Continue lendo “O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

“Um ‘ismo’ ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

Em Rethinking Gnosticism: An Argument for Dismantling a Dubious Category [Repensando o Gnosticismo: Um Argumento para Desmantelar uma Categoria Duvidosa] (1999), Michael Allen Williams argumenta que o termo “gnosticismo” se tornou, no discurso moderno, “um rótulo tão proteiforme que perdeu qualquer sentido confiável e identificável pelo grande público leitor”.[i] Mais ou menos como “niilismo”: de… Continue lendo “Um ‘ismo’ ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

“O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran” – Rodrigo MENEZES

As nossas fontes gnósticas, por mais distantes que pareçam, não deixam de inspirar ainda a nossa literatura. Menos de uma maneira direta (poucos escritores de fato conhecem esse período da nossa história reservado aos eruditos) quanto de maneira inconsciente. Eu não falo de uma referência histórica, mas de uma impregnação da sensibilidade por toda uma… Continue lendo “O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran” – Rodrigo MENEZES

“Mystique et sagesse” (Sylvie Jaudeau)

UNE THÉOLOGIE NEGATIVE "Celui qui ne pense pas li Dieu demeure étranger à lui-même." (Des larmes et des saints, p. 93) "Peut-on parler honnêtement d'autre chose que de Dieu ou soi ?" (Syllogismes de l'amertume) Se vivre dans l'exil entraîne inevitablement un questionnement sur une dimension interdite : Dieu ou le divin. Malgré des apparences qui la… Continue lendo “Mystique et sagesse” (Sylvie Jaudeau)